Danilo vê "estrela" em Endrick, elogia Neymar e diz que Brasil não mudou patamar: "primeira fila"
Lateral destacou que jovem atacante tem "poder de decisão" e que meia pode desequilibrar uma partida, mas que é preciso "lidar com a realidade e não com questões hipotéticas" sobre volta
Por razões diferentes, Endrick e Neymar são os nomes que carregam mais expectativas na Seleção Brasileira. O primeiro, aos 19 anos, debuta na Copa do Mundo e aguarda uma oportunidade após não ter saído do banco de reservas na estreia contra Marrocos. O segundo, aos 34 anos e prestes a disputar o quarto mundial, também é esperado em campo, mas a ausência deve-se a fatores físicos. Em comum, a esperança de que ambos podem ajudar o Brasil na caminhada rumo ao hexa.
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Passado e futuro
Um dos atletas mais experientes do elenco, disputando a terceira Copa da carreira, o lateral-direito Danilo comentou sobre os contextos envolvendo cada um. Da confiança em um futuro promissor de Endrick e da cautela em cobrar um Neymar semelhante ao do passado.
“Endrick é uma joia rara do futebol brasileiro, jogador de potência, poder de decisão, tem estrela. Queremos tê-lo perto, que ele tenha o maior protagonismo. Tudo o que acontece não é para mim, Casemiro, Neymar... É a nossa última chance, mas a Seleção vai continuar com essa galera. O que pudermos fazer para que eles se sintam importantes, nós faremos”, declarou o lateral.
“Quanto a Neymar, se você tem um jogador como ele, você faz com que (os adversários) tenham mais atenção e precisem sempre de alguém para ajudar. Se ele atrair dois ou três na marcação, um ficará só. Ele, só por estar em campo, pode desequilibrar tudo que o adversário preparou para neutralizar nossas forças. Mas precisamos lidar com a realidade e não com questões hipotéticas. Esperamos que ele esteja bem para dar sua contribuição, seja com 10, 15 ou 30 minutos”, completou.
Mesmo status
Mesmo vivendo um jejum de mais de 20 anos sem conquistar uma Copa do Mundo, Danilo reforçou que a Seleção continua na “primeira fileira” do futebol. Ainda assim, salientou que a equipe está atrás de outras favoritas, como França e Argentina.
“Depois do amistoso contra a França, falei a todos que não tínhamos a mesma maturidade deles ou da Argentina. O que não quer dizer que não podemos chegar longe. Temos que usar outros mecanismos. Talvez não pressionar tão alto, abrir mão da posse de bola e que o comando do jogo seja do adversário. Isso é maturidade. Temos Raphinha, Vini, Endrick, Rayan... Na hora da brecha, temos gente para fazer gol. Vamos sofrer, sim, mas na hora de fazer vamos colocar a bola para dentro e segurar o resultado com a vida”, declarou.
“As outras seleções melhoraram muito. O futebol evoluiu. A maneira de formar jogadores e formar equipes evoluiu de uma maneira que todos ficaram iguais, seja em seleções ou clubes. A diferença entre ganhar, empatar e perder é curta. Só sairá se a gente for muito amador na maneira de conduzir jogadores. É muita gente nascendo todos os dias com qualidade. O Brasil não mudou de patamar. Continua na primeira fileira. Isso não foi construído por mim, mas por uma galera lá atrás que precisa ser respeitada. Que construiu esse status, essas cinco estrelas que temos no peito. Temos que honrar isso. Se a gente, com muito espírito de sacrifício, colocar mais uma estrela no peito, será maravilhoso”, concluiu.

