De calo a trunfo, Náutico se destaca nas penalidades

Clube eliminou Paysandu e Juventude na marca dos 11 metros e pode precisar do fundamento domingo, contra o Sampaio Corrêa

Jefferson pegou um pênalti no jogoJefferson pegou um pênalti no jogo - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

De calo a trunfo no mata-mata da Série C. Em poucos meses, o Náutico deixou de lado o baixo aproveitamento em disputas de pênalti e garantiu o acesso à Série B e uma classificação para a final da Terceirona levando a melhor nas decisões na marca dos 11 metros, superando Paysandu/PA e Juventude/RS nas quartas de final e semifinal, respectivamente. Uma mudança que aumenta a confiança dos alvirrubros caso o título do torneio seja definido após o tempo normal.

Alguns pontos podem explicar esse crescimento. O primeiro passa pelo maior cuidado na preparação. Contra o Santa Cruz, na Copa do Brasil, o Timbu foi eliminado nos pênaltis após empatar em 1x1 no tempo normal, no Arruda. Tharcysio e Luiz Henrique erraram os chutes. Curiosamente, os batedores foram escolhidos na hora pelos próprios atletas e não previamente pelo então treinador, Márcio Goiano. Opção que não funcionou.

O segundo envolve a ausência do fator “caldeirão”. Diante do Sport, na Ilha do Retiro, na final do Pernambucano, o Náutico venceu no tempo normal por 2x1. Novamente contra um rival local, e fora de casa, os alvirrubros fracassaram, ficando com o vice. O zagueiro Diego Silva e o centroavante Rafael Oliveira erram suas cobranças. Nas duas decisões seguintes, o estádio dos Aflitos fez a diferença, com destaque também para o camisa 1.

O goleiro Bruno vivia boa fase no Náutico, mas não era conhecido por ser um grande pegador de pênaltis. Quando o Timbu trouxe Jefferson para a posição, atleta que se destacou na base justamente nesse fundamento, ganhou uma peça que seria fundamental nos momentos mais importantes da Série C.

Contra Paysandu e Juventude, Jefferson pegou um pênalti cada. De acordo com o camisa 1, fruto de muito estudo dos adversários, auxílio do departamento de análise de desempenho, do preparador de goleiros (Gilberto) e do técnico Gilmar Dal Pozzo, ex-arqueiro. A melhor preparação dos cobradores também foi decisiva no aproveitamento. De 10 cobranças ao todo, apenas uma não foi gol, com Álvaro mandando por cima.

Contra o Sampaio Corrêa, o Náutico só precisará definir o título da Série C nos pênaltis caso perca por dois gols de diferença, domingo, no Castelão/MA. Por menos, a taça será do Timbu. Por mais, o Tubarão será o campeão.

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