De contrato renovado, Guto tem como missão concluir trabalho na Série A

Além de nunca ter comandado um clube durante as 38 rodadas do Brasileiro, técnico já "abandonou" o barco em duas oportunidades

Guto Ferreira, técnico do SportGuto Ferreira, técnico do Sport - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Na terça-feira (3), o Sport anunciou a renovação de contrato com técnico Guto Ferreira. Campeão Estadual e vice da Série B, o treinador teve seu vínculo estendido até o final de 2020 com o Leão. Junto com a diretoria, ele será o responsável por montar o elenco para a temporada que vem, além de comandar o time no Estadual, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Brasileirão - principal competição que o clube disputará. Não será a primeira vez que o técnico consegue um acesso da Série B para a Série A, e dará continuidade ao trabalho que iniciou no ano anterior. Entretanto, em nenhuma das oportunidades, o comandante leonino terminou um projeto na elite do futebol nacional.

Com a Ponte Preta, em 2014, Guto foi vice-campeão da Série B. Para a Série A do ano seguinte, teve seu contrato renovado para comandar a Macaca. Porém, depois de uma sequência de sete jogos sem vencer, acabou demitido em agosto com 39% de aproveitamento. Ao todo, foram 16 partidas à frente do clube de Campinas na competição. Com quatro vitórias, sete empates e cinco derrotas, ele não resistiu à má campanha, e deixou a equipe na 13ª posição.

No mês seguinte, recebeu um convite da Chapecoense e dirigiu os catarinenses nas 13 rodadas finais. Após iniciar sua jornada no Alviverde com uma sequência de três partidas sem vencer, emplacou oito jogos com resultados positivos e livrou os catarinenses das possibilidades de queda com uma rodada de antecedência. Com o resultado satisfatório, teve seu contrato renovado com o Verdão para 2016. Mas, depois de um bom início de Brasileiro nas 10 primeiras rodadas, "abandonou" o clube catarinense ao aceitar um convite para levar o Bahia de volta à Série A.

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Com o objetivo alcançado, o treinador deu início ao projeto de reestruturação da equipe baiana. Logo no primeiro semestre de 2017, conquistou a Copa do Nordeste sobre o Sport, e depois de comandar o Esquadrão nas três primeiras rodadas do Brasileiro, mais uma vez interrompeu um trabalho na elite do futebol nacional. Desta vez, para atender o chamado de quem o projetou na carreira de técnico: o Internacional. Rebaixado em 2016, o Colorado foi atrás de Guto, que aceitou o desafio de subir com os gaúchos. Ele chegou ao Beira Rio na terceira rodada da Série B, e depois de 32 partidas, foi demitido a três rodadas do fim, mesmo com a equipe perto do acesso. Questionado pelo futebol que a equipe vinha apresentando, saiu do Rio Grande do Sul com 60,6% de aproveitamento.

No ano passado, voltou a treinar Bahia e Chapecoense, respectivamente, na Série A do Campeonato Brasileiro. Pelo Tricolor baiano foram oito pontos conquistados em 27 disputados na ocasião. Deixou o comando da equipe, após revés para o Grêmio, na nona rodada. Em agosto, assumiu o time da Arena Condá e seguiu no cargo por dois meses. Com pouco mais de 36% de pontos ganhos, deu adeus ao clube em outubro, na 29ª rodada.

Depois de um 2019 de sucesso, Guto é peça chave para o projeto do Sport de se manter na Série A do próximo ano. Pelo clube, o treinador poderá, pela primeira vez na carreira, terminar uma temporada sob o comando de uma mesma equipe na principal competição do País. Ele afirma que o ano de 2020 não será fácil, mas que buscará um "algo mais" pelo Leão. "Queria muito dar sequência ao trabalho. Fizemos um ano maravilhoso. Ano que vem será um ano mais difícil, até pela divisão. Primeiramente vamos tentar manter a equipe na Série A, mas sempre tentando um algo mais. Essa é a ideia, esse é o objetivo", declarou.

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