De férias, recifense Betinho lembra histórias do futebol

Ex-Náutico e Santa, Betinho está encerrando o vínculo com o Independente/PA neste mês e aguarda propostas

Betinho foi revelado pelo Náutico, mas também jogou no Santa CruzBetinho foi revelado pelo Náutico, mas também jogou no Santa Cruz - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

A praia de Boa Viagem, no Recife, é um ambiente onde Betinho se sente à vontade. Foi depois de uma partida de futevôlei pela manhã que a Folha de Pernambuco encontrou o atacante de 31 anos, formado pelo Náutico e com passagem pelo Santa Cruz. Mesmo nas férias, o centroavante não se separa da bola. O “Lembra dele” deste fim de semana recordará as histórias do jogador nos clubes pernambucanos e o dia em que o recifense foi herói de um título do Palmeiras.

Em 2005, Betinho, ou Beto, como era chamado, precisou superar uma grande frustração em seus primeiros passos como profissional. Ele foi um dos alvirrubros que estiveram em campo na Batalha dos Aflitos, na Série B, vencida pelo Grêmio por 1x0 e com menos quatro atletas. “ Tinha gente chorando, outros com raiva. Foi a maior decepção da minha carreira”, afirmou. No ano seguinte, Betinho ganhou a chance de atuar no Gil Vicente/POR. A pouca experiência na carreira pesou contra. “Eu voltei ao Brasil porque estava longe da minha antiga esposa e da minha filha. Não estava com cabeça para jogar. Se tivesse a mentalidade que tenho hoje, eu acho que estaria até agora na Europa”, disse.

O atleta rodou por vários clubes após deixar o Velho Continente, como Fortaleza, Coritiba, Vila Nova/GO e São Caetano. Em 2012, veio o convite para defender o Palmeiras. “A torcida estava desconfiada porque eu não era tão conhecido, mas eu consegui me destacar naquele jogo”. A partida citada é a final da Copa do Brasil, diante do Coritiba, no Couto Pereira. “Já tínhamos vencido por 2x0 no primeiro jogo e, no segundo, começamos perdendo por 1x0. Eu estava substituindo Barcos, que se machucou, e acabei tendo a felicidade de marcar o gol de empate que deu o título”. Na época, Betinho era treinado por Felipão, justamente o mesmo técnico que se sagrou campeão brasileiro com o Verdão neste ano. “Ele foi quem me levou para lá, um dos grandes treinadores com quem eu tive o prazer de trabalhar”, contou.

Em 2014, o centroavante voltou a Pernambuco. “Cheguei a ser sondado pelo Sport quando estava no Avaí, mas preferi ficar por lá. Depois, eu decidi sair para jogar no Santa Cruz. Não tive um primeiro ano bom por conta de uma sequência de lesões, mas continuei em 2015 e o professor Ricardinho montou um bom time que nos fez vencer o Pernambucano. Fui feliz também porque terminei como artilheiro”, lembrou. Encerrando contrato com o Independente/PA neste mês, Betinho aguarda propostas. “Seria bom voltar a algum clube que já passei, mas não tenho preferência. Eu só quero voltar a fazer gols."

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