“Decisão não se joga, se vence”, diz Dal Pozzo

Pós-acesso, treinador traça prioridades: continuidade do trabalho e título da Série C

Torcida do Náutico fez a festa nos AflitosTorcida do Náutico fez a festa nos Aflitos - Foto: Léo Malafaia/Folha de Pernambuco

Não foi a melhor partida do Náutico na Série C. Mas as análises técnicas e táticas do técnico Gilmar Dal Pozzo após o acesso à Série B conquistado na raça, depois de estar perdendo por 2x0, ficarão para depois. Neste domingo (8), tudo que ele queria era comemorar o maior objetivo do Timbu em 2019. O empate em 2x2 e o triunfo em 5x3 nas penalidades veio para “corrigir” uma lacuna que existia na carreira do profissional.

“Tive outras conquistas, mas essa foi especial. Tinha o desafio de voltar para o Náutico porque interromperam meu trabalho na outra vez. Foi me dada essa oportunidade e cumpri o objetivo. O torcedor nos ajudou e o grupo acreditou até a última bola. Depois, eu tinha certeza que conseguiríamos a conquista nos pênaltis. Depois da partida contra o Santa Cruz, nós treinamos pênaltis por duas semanas. Mérito dos jogadores e do nosso goleiro”, afirmou o treinador, que chegou ao terceiro acesso na carreira - em 2012 e 2013, ele levou a Chapecoense da Série C até a Série A.

Sobre o desempenho do time, Dal Pozzo foi taxativo. “Decisão não se joga, se vence. A maioria dos atletas estava com uma carga emocional grande. Alguns estavam aqui na perda do acesso para o Bragantino, no ano passado, e na final do Pernambucano deste ano, para o Sport. Eu me lembro de que o Fortaleza demorou sete anos para voltar. Nós perdemos a naturalidade, mas mostramos persistência. Tinha certeza de que, quando fizéssemos um gol, íamos chamar o torcedor”, frisou.

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Nos pênaltis, Dal Pozzo ainda deu mais detalhes da estratégia montada. “Eu tinha certeza e minha esposa está de prova: se a gente fosse para os pênaltis, nós venceríamos. Como fui goleiro, eu sei da importância da repetição do movimento e da batida. Mostrei um vídeo do Mota, goleiro do Paysandu, que ele tomava a decisão sempre de sair antes, 90% das vezes para o lado direito. A última mensagem que passei foi: batam da forma que treinaram”, disse.

Pós-acesso, o técnico traçou quais seus objetivos para o restante da temporada e para 2020. “Eu quero um título nacional e a continuidade do trabalho. Conheci essa gestão e vi que minha missão precisava continuar. Com a diretoria, o presidente e Diógenes (Braga, vice-presidente), eu quero construir uma história. Claro que depende de mim, mas eu entendo que isso faz a diferença”, sentenciou.

Entenda

O projeto interrompido citado por Dal Pozzo é referente ao trabalho no clube entre os anos de 2015 e 2016. Há três anos, o técnico gaúcho foi contratado para a vaga do conterrâneo Lisca. A meta era colocar o Timbu na Série A. O novo comandante conseguiu alavancar o desempenho dos pernambucanos, mas a equipe não conseguiu o acesso, terminando na quinta posição. No ano seguinte, Dal Pozzo foi demitido após duas eliminações, na Copa do Brasil e no Campeonato Pernambucano. 

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