Degola assombra o Trio de Ferro

Com Sport, Náutico e Santa Cruz figurando na zona de rebaixamento, acreditar na permanência é preciso

Breno em ação pelo Náutico, no Clássico das EmoçõesBreno em ação pelo Náutico, no Clássico das Emoções - Foto: Anderson Stevens

Andar com fé é necessário, mas no mundo da bola ela nem sempre é suficiente e costuma "faiá" sim. Atualmente, o cenário para o Trio de Ferro não anda nada bem nas Séries A e B do Brasileirão, com Sport, Santa Cruz e Náutico figurando na zona de rebaixamento das suas respectivas competições.

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Deixando um pouco as preces de lado, quais as razões que fazem com que o torcedor ainda acredite na permanência? A matemática é amiga ou inimiga neste momento? Há um fator emocional envolvido entre elenco e torcida? Ou restou apenas se abraçar ao seu santo padroeiro e levantar as mãos aos céus suplicando por um milagre? A Folha de Pernambuco faz uma análise sobre a situação de cada um. E aí, torcedor, restam motivos para acreditar?

Almejando voos ambiciosos, o Sport talvez seja o que mais carrega uma chance de carimbar algo grande entre os pernambucanos. Apesar de ocupar a 17ª colocação, está a apenas um ponto de sair da zona de rebaixamento e a dez de distância do G6, grupo que vai para a Libertadores do ano que vem, que pode se transformar até mesmo em G8.

Com 12 jogos, sendo seis em casa, o Sport precisa somar 15 pontos para chegar aos 45 que praticamente o assegura na elite nacional, segundo matemáticos de plantão. Para isso, basta vencer cinco destes duelos na Ilha do Retiro. Além disso, dos times que lutam contra a queda, o Leão é um dos que menos passou rodadas da zona de degola, figurando somente em cinco das 26 etapas disputadas neste Brasileirão.

A sequência dos três próximos jogos é esperançosa para os leoninos, sendo o Vitória (fora), concorrente direto, e Atlético/MG e Santos, ambos em Recife.

Para os pessimistas, a fé é o único argumento do Náutico para acreditar em um milagre na Série B. Até porque o clube, se escapar da queda, conseguirá um feito inédito na competição. Nenhum time que terminou com a atual diferença do Timbu para sair do Z4 (nove pontos) e com a pontuação atual (23) conseguiu se safar da queda. Mas a intenção aqui é enxergar o outro lado da moeda.

O Timbu precisa vencer sete dos dez últimos jogos da competição. Para isso, precisará de uma improvável arrancada nas últimas partidas. Um detalhe que pode aumentar a confiança da torcida é que a equipe fará confrontos diretos em quatro das próximas cinco rodadas. Terá pela frente Guarani (15º), CRB (13º), ABC (20º) e Santa Cruz (18º).

O primeiro passo é tentar os 100% de aproveitamento como mandante nas cinco partidas que tem. Nas outras cinco que serão fora, será preciso ganhar duas.

O Santa Cruz aposta no fator casa para reagir e consequentemente sair da zona de rebaixamento. Para evitar a queda à Terceira Divisão, o cálculo é simples, mas a tabela mostra um caminho árduo. A matemática aponta que é necessário vencer todos os cincos jogos no Arruda e empatar uma partida das cinco fora de casa. Caso consiga esses resultados, a Cobra Coral, hoje com 29 pontos e na 18ª colocação, alcançaria a marca dos 46 e escaparia do descenso. É preciso somar 16 pontos dos 30 que faltam ser disputados.

O técnico Marcelo Martelotte terá que tornar sua equipe imbatível no Arruda. O desempenho atual deixa a desejar. Em 14 partidas, cinco vitórias, quatro empates e cinco derrotas, o que acarreta num aproveitamento de 45,24%. São cinco pontos de distância para o Luverdense/MT, primeiro time fora do Z4 (16º lugar), com 34 pontos. Dos cinco jogos que restam no Arruda, dois deles são confrontos diretos - Luverdense/MT e Náutico.

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