Descontinuidade que gerou estatística catastrófica

Pior defesa do Brasileiro, Santa Cruz sofre com a rotineira mudança da dupla de zaga, que pode chegar à 9ª composição diferente

O ministro da Educação,Mendonça Filho, concede entrevista ao programa Por Dentro do Governo, da TV NBR O ministro da Educação,Mendonça Filho, concede entrevista ao programa Por Dentro do Governo, da TV NBR  - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

 

Tão passageira como a liderança do Santa Cruz na Série A do Campeonato Brasileiro foi a continuidade de uma mes­ma dupla de zaga titular na Cobra Coral. Em 33 rodadas da competição, o time teve oito composições diferentes na defesa. Quase todas as mudanças, diga-se, foram por necessidade. A dificuldade em manter uma base teve como consequência uma estatística catastrófica. Ao todo, foram 59 gols sofridos, média de 1,7 por jogo. O Tricolor tem a pior defesa do Brasileirão. E, pela nona vez na temporada, uma nova dupla poderá ser formada.

Recuperando-se de uma caxumba, Danny Morais voltou aos treinos, mas sua presença é incerta para o duelo perante o América/MG, domingo, no Arruda. Luan Peres, outro atleta do setor, recebeu o terceiro cartão amarelo na partida anterior, contra o Internacional, e está suspenso. Sendo assim, há grandes chances de Neris formar dupla de zaga com Wellington. Uma parceria inédita.

Entre todas as combinações já feitas na zaga do Santa Cruz, a mais frequente teve Neris e Danny Morais. A dupla começou o Nacional jogando as três primeiras rodadas. Com a lesão do primeiro, Danny teve nas duas etapas seguintes a companhia de Alemão. Da sexta à nona, a dupla principal retornou. Depois, uma sucessão de lesões e suspensões provocaram mudanças rotineiras na defesa.
Entre idas e vindas, Neris e Danny Morais jogaram juntos por 18 partidas - a última vez foi na 30ª rodada. Luan Peres e Danny aparecem logo atrás, com apenas sete jogos.

Danny/Alemão e Danny/Allan Vieira (lateral-esquerdo improvisado na zaga) atuaram em duas oportunidades cada. As demais duplas foram unidas por apenas um confronto: Walter Guimarães/Danny, Wel­lington/ Danny, Wellin­gton/Luan e Neris/Luan.

A primeira conclusão é simples: Danny Morais foi peça praticamente permanente na defesa. O zagueiro jogou todas as primeiras 28 partidas e só saiu após suspensão - algo raro para ele no Brasileirão. Voltou a jogar da 30ª à 32ª rodada, até ser acometido pela caxumba. Neris também poderia ter mantido uma regularidade maior, mas as lesões frequentes minaram tal possibilidade.

Com Neris e Alemão, o Santa tomou 32 gols em 18 jogos, média de 1,7. A média ainda é menor do que a da parceria entre Luan e Danny: 14 tentos sofridos em sete confrontos - dois por partida. Com Danny/ Alemão e Danny/Allan, o Santa levou dois e quatro gols, respectivamente, em dois duelos para cada parceria. Walter Guimarães/Danny (2), Wellington/Danny (1), Wellington/Luan (3) e Neris/Luan (1) completam a lista.

 

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