Diógenes cita falta de intensidade e chama Goiano de parceiro de gestão

Vice-presidente também negou que o clube pretende retomar busca por reforços após início ruim

Vice-presidente Diógenes Braga (esq) e técnico Márcio Goiano (dir)Vice-presidente Diógenes Braga (esq) e técnico Márcio Goiano (dir) - Foto: Julya Caminha/Folha de Pernambuco

A derrota para o Sport, na Ilha do Retiro, no Clássico dos Clássicos do fim de semana passado, trouxe à tona uma estatística preocupante para o Náutico. Considerando todos os inícios de temporada do clube na década presente, essa é a pior sequência de resultados. De 2011 até 2018, o Timbu não havia perdido mais de duas partidas nos quatro primeiros compromissos do ano. Atualmente, são três tropeços e apenas um triunfo. Aproveitamento de 25%. O que está faltando ao Timbu? O vice-presidente de futebol, Diógenes Braga, deu o diagnóstico.

“Nosso time tem oscilado na intensidade dos jogos. Perdemos para o Fortaleza, mas em boa parte do jogo pressionamos bastante. Contra o Central, o nível esteve bem abaixo. Já diante do Sergipe, nós voltamos a ter intensidade. E caiu perante o Sport. Estabilizar isso é importante. Precisamos atacar defendendo e defender atacando. Isso exige que os atletas tenham um nível de empenho alto. Se você oscila, compromete o sistema”, afirmou.

Os resultados adversos colocaram ainda mais pressão em cima do técnico Márcio Goiano. Mas tanto ele como o elenco ainda gozam da confiança da direção. “Márcio é uma pessoa extremamente inteligente e comprou nosso projeto de soerguimento e recuperação financeira. Quando um treinador se coloca disposto a trabalhar com um elenco com orçamento reduzido, muitas vezes sem as contratações que ele gostaria, entendemos que ele deixa de ser um funcionário do clube e passar a ser um parceiro de gestão”, disse, descartando momentaneamente a chegada de mais reforços. 

"Não podemos onerar o futebol porque vamos comprometer o restante do ano. Na minha visão, somente o Palmeiras pode dizer que não tem deficiência no elenco. Nós temos como a maioria dos clubes do Brasil. A questão é a capacidade de desembolso. Não podemos estourar o teto financeiro com um mês de competição. E se você vai ao mercado antes de avaliar todos os atletas do elenco, vira uma incoerência. No vestiário, eu vi que os jogadores estavam indignados. Não com o placar em si, mas porque eles sabiam que poderiam fazer mais. Estaria bem mais preocupado se tivesse encontrado um vestiário em que os jogadores não tivessem sentido a derrota”, completou.

Dos quatro jogos feitos pelo Náutico no ano, três foram longe de casa (Sergipe, Central e Sport). Pela Copa do Nordeste, o Timbu venceu os sergipanos por 2x0. No Campeonato Pernambucano, derrotas por 3x1 e 2x1 para Sport e Central, respectivamente. A única partida em casa foi perante o Fortaleza, no Regional, perdendo por 3x1.

Em 2012 e 2016, o Náutico venceu os quatro primeiros jogos do ano. O clube manteve-se invicto neste mesmo número de confrontos em 2013 (três vitórias e um empate) e 2018 (três empates e uma vitória). No ano retrasado, o Timbu somou sete dos primeiros 12 pontos em disputa. Em 2011 e 2015, campanhas idênticas: uma vitória, dois empates e uma derrota. Há cinco anos, foram duas derrotas, um empate e uma vitória.

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