Direitos internacionais podem render frutos aos pernambucanos

Dos R$ 209 milhões acordados para o período, o Sport terá direito a R$ 7,85 milhões, enquanto Náutico e Santa Cruz ganharão R$ 2,1 milhões e R$ 525 mil, respectivamente

Direitos internacionais podem reduzir peso no bolso dos clubesDireitos internacionais podem reduzir peso no bolso dos clubes - Foto: Divulgação

Visando diminuir os prejuízos financeiros dos clubes provocados pela paralisação dos jogos devido à pandemia do novo coronavírus. a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) firmou contrato com as instituições com relação à venda dos direitos internacionais de transmissão de jogos até dezembro de 2023. Oportunidade para divulgar a marca para o exterior, atrair mais atenções para os atletas, além de lucrar com apostas feitas em sites estrangeiros. A notícia beneficiará o Trio de Ferro da capital pernambucana. Dos R$ 209 milhões acordados para o período, o Sport teria direito a R$ 7,85 milhões, enquanto Náutico e Santa Cruz ganhariam R$ 2,1 milhões e R$ 525 mil, respectivamente. Estes valores seriam repassados às instituições de maneira diluída durante quatro anos.

A disparidade entre os valores, para o trio pernambucano, acontece pelo fato da divisão ser feita da seguinte maneira: Equipes da Série A ficam com cerca de 75% do total (R$ 157 milhões). Já as da Série B recebem 20% do valor total (R$ 42 milhões), e as da Série C levam 5% (R$ 10,5 milhões). Os clubes da Segundona, porém, querem aumentar a porcentagem para 25%. Com isso, os do Brasileirão ficariam com 70%.

Esse tipo de ação pode ser importante para os clubes expandirem suas marcas fora do País. "Apesar da necessidade urgente dos clubes de obter receitas para cumprir com as suas obrigações em curto prazo, o foco no momento é ter os jogos dos campeonatos nacionais transmitidos para o maior número de países possível. Todavia, é preciso que os campeonatos melhorem o aspecto técnico, que os times evoluam as suas gestões para serem cada vez mais competitivos e criem estratégias para valorizar os campeonatos como produtos", avaliou sócio-diretor da Wolff Sports & Marketing. "A maioria dos clubes precisa estruturar muito melhor os seus departamentos de marketing e comercial. Se de alguns anos para cá as receitas vêm crescendo consideravelmente em muitos clubes, imagine, então, quando os mesmos estiverem estruturados?", completou.

Wolff também destacou o motivo de, na sua opinião, o futebol brasileiro ser pouco explorado no exterior. "Um exemplo é o histórico fraco de comercialização dos campeonatos. O calendário europeu diferente do nosso também atrapalha a compreensão dos potenciais interessados e público. Comercializamos os nossos principais jogadores valorizando os campeonatos europeus e consequentemente enfraquecendo os nossos, além de existir uma falta de união entre os clubes no sentido de criar estratégias para valorizar o produto", frisou.

Procurado para falar sobre a importância dos valores, e também se há outros planos para a internacionalização da marca no exterior, o Sport, via assessoria de imprensa, preferiu não comentar o assunto. No Náutico, o vice-presidente de marketing e comunicação, Luiz Filipe Figueirêdo, destacou que o Timbu já tinha planos de se beneficiar com os sites de aposta antes mesmo da pandemia. "Temos um patrocinador, a AGClub 7, e estávamos com bastante material para trabalhar na aposta esportiva, mas, com essa paralisação, tivemos que adiar, afinal não tem jogo para apostar no momento. Vamos colocar totens nos Aflitos e investir nessa área, já que o mercado funciona com empresas com sede fora do Brasil", apontou.

O chefe do executivo do Santa Cruz e representante dos clubes da Série C na Comissão Nacional de Clubes (CNC), Constantino Júnior, comemorou a inclusão do Tricolor no páreo.“É uma vitória dos clubes de Série C. A gente quer receber só o deste ano, porque no próximo ano a gente vai estar na Série B (projeção). Então, é um grande passo e mostra que a CBF tem buscado alternativas para poder, passo a passo, buscar espaço não só para os clubes de Séries A e B”, disse.

Segundo Constantino, a estimativa é que a primeira parcela do pagamento seja efetuada 45 dias após a assinatura contratual. Enquanto o segundo repasse deve ser feito em dezembro, no final do Campeonato Brasileiro. O presidente citou que os clubes vão tentar a antecipação dos pagamentos.

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