Diretoria prega cautela na busca por técnico do Náutico

Vice-presidente do clube, Diógenes Braga, descartou vinda de Dal Pozzo e traçou o perfil que o Náutico de

Náutico encara a Juazeirense sábado, pela Série CNáutico encara a Juazeirense sábado, pela Série C - Foto: Léo Lemos/Divulgação/Náutico

Filosofia de trabalho”. Essa é a expressão que mais tem sido usada no Náutico desde a demissão do técnico Roberto Fernandes e a busca por um novo treinador para a sequência da temporada 2018. Em entrevista coletiva realizada na manhã desta segunda (7), no CT Wilson Campos, o vice-presidente do clube, Diógenes Braga, explicou os motivos que fizeram o Timbu optar pela mudança no comando técnico e os critérios que serão utilizados para encontrar um novo profissional. "Buscamos um treinador com capacidade tática notória, com habilidade grande de gestão de grupo e motivacional”.

“Roberto é um treinador capaz, tanto que nos deu o título do Campeonato Pernambucano. Mas entendemos que a filosofia de trabalho é inerente ao profissional. Ele tem sua forma, suas convicções e isso que faz com que eles (treinadores) sejam escolhidos em momentos específicos. Roberto teve um trabalho mais que satisfatório. Temos muito a agradecer. É um desligamento que nos incomodou, mas era necessário. Esperamos que a mudança de filosofia de trabalho modifique também o comportamento do time dentro de campo, voltando com as vitórias”, afirmou Diógenes.

Assim que oficializou a demissão de Roberto Fernandes, o Náutico iniciou os primeiros contatos com alguns técnicos. O primeiro da lista foi Gilmar Dal Pozzo, que trabalhou no clube entre 2015 e 2016. Mas a negociação não evoluiu.

“O mercado não está favorável. Não traremos um treinador por trazer. Dal Pozzo é um amigo meu. Mas sabíamos que ele estava em um projeto de se qualificar e que só queria trabalhar no segundo semestre ou no ano que vem. Tentei demovê-lo da ideia. Ele até se emocionou, mas pediu desculpas e não quis abrir mão. Conversamos com vários nomes já, mas precisamos trazer alguém com a filosofia adequada”, apontou.

Diferente do que foi estipulado pelo presidente do clube, Edno Melo, Diógenes preferiu não dar um prazo para o anúncio do novo técnico. Enquanto isso, o Náutico será comandado por Dudu Capixaba, que estava na equipe sub-20.

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“Se tivermos pressa, vamos errar. Precisamos minimizar o erro. Dudu ficara à frente do comando do time até que chegue o treinador. Nosso elenco tem muitos atletas oriundos da base, que foram jogadores dele. Queremos elevar autoestima e a presença dele traz uma condição melhor. O que passamos para ele é que estamos buscando nomes. Se evoluirmos, o nome vem hoje. Contudo, se chegar quinta ou sexta e o nome não estiver aqui, Dudu coloca a equipe em campo. Ele está ciente que queremos um treinador, mas não faremos isso de forma atropelada. Buscamos um treinador com capacidade tática notória, com habilidade grande de gestão de grupo e motivacional”, sentenciou.

Confira outros trechos da entrevista

Conversa com Roberto

Foi difícil não só para ele. Roberto estava conosco há nove meses. Participou ativamente na montagem do elenco. O rumo da conversa foi de pessoas que se respeitam, com sinceridade. Não havia questionamentos sobre o profissional ou sobre a pessoa. Não foi a derrota (que provocou a demissão), mas sim as circunstâncias e tudo que aconteceu em torno dela. Ela demonstrou algumas situações e teve repercussões no ambiente. Todo diagnóstico que fizemos levou a conclusão da necessidade da troca de comando. Percebemos que a atual filosofia de trabalho poderia demandar um tempo para reverter o processo. Nosso objetivo não mudou, continua sendo o acesso à Série B.

Resgate do elenco

Na virada do Pernambucano para o Brasileiro, houve saída de atletas e qualificação do elenco. Nessa modificação, deixamos de ter um grupo homogêneo para ter um heterogêneo. Não só fisicamente ou tecnicamente, mas também emocionalmente. A necessidade de ter esse processo homogêneo no lado psicológico é clara. Não pode ser somente cobrança ou só complacência. Para quem esta dentro do processo, virar a chave disso é difícil. Por isso chegamos à conclusão da necessidade de mudar a filosofia.

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