Distantes na idade, próximos nos perfis

Apesar dos 15 anos que os separam, Eutrópio e Dado, novos treinadores de Santa e Náutico, integram geração sedenta por estudoz

Vereador do Recife João da Costa (PT), em entrevista à Rádio FolhaVereador do Recife João da Costa (PT), em entrevista à Rádio Folha - Foto: Julya Caminha / Folha de Pernambuco

Dois perfis, bastante pare­cidos, serão os respon­sáveis por iniciar os trabalhos, tanto no Arruda quanto nos Aflitos. Como man­da a cartilha, antes de as primeiras contratações de atletas serem anunciadas, Vinícius Eutrópio e Dado Caval­canti já haviam sido confirma­dos como técnicos de San­ta Cruz e Náutico, respec­ti­va­­mente.

Ambos os treinado­res são oriundos de uma escola onde o estudo do esporte é ostentado como princípio básico. Experiência no futebol também é um atributo que não falta a cada um deles. Se­parados por 15 anos, Eutró­pio (50) e Dado (35) possuem uma extensa lista de trabalhos. Caso sobrevivam ao primeiro semestre, podem ser es­tes dois os encarregados por recolocarem tricolores e alvirrubros na elite do futebol nacional.

A apresentação oficial de Vinícius Eutrópio completará uma semana amanhã. Desde que chegou ao Arruda, uma das palavras mais utilizadas foi “retomada”. De fato, o comandante precisará reestruturar toda a equipe do Santa Cruz, após tamanho esfacelamento com o fim da Série A do Campeonato Brasileiro. Disposto para o desafio, como fez questão de frisar, o treinador ressaltou quais características podem destacá-lo neste momento de reconstrução do clube.

“Tenho uma característica parecida com os técnicos que passaram por aqui, mas obviamente uma individualidade em algumas coisas. Talvez por eu ter passado por todas as funções, após pendurar as chuteiras”, disse o treinador.

A diretoria do Santa Cruz já afirmou que pretende utilizar bastante as categorias de base para a temporada 2017. Este posicionamento é reflexo do atual momento financeiro que o clube atravessa – com débitos salariais que chegam a sete meses.

“Quando eu terminei de jogar, tive o cui­­dado de me preparar por no­ve anos. Neste período, pas­­sei por todas as funções, dentro e fora de campo. Talvez isso faça com que eu pos­sa deixar um legado neste mo­mento em que o clube es­tá se readequando. Garanto muito trabalho, conteúdo... tal­vez sorte não seja uma pala­vra que faz parte do meu vo­cabulário”, confirmou o co­mandante, que acumulou funções de coordenador de base, no Atlético/PR, e coordenador de futebol, no Fluminense.
O Náutico mudou completamente o perfil do comando técnico de 2016 para 2017.

Sai Givanildo Oliveira, treinador experiente, entra Dado Cavalcanti, que apesar de ter 10 anos de carreira como treinador, ainda busca espaço no cenário nacional. E é exatamente isso que a diretoria alvirrubra queria no novo treinador. Não apenas uma cara jovem, mas uma mentalidade moderna nos conceitos de futebol, que tenha vontade de crescer junto com o clube e esteja completamente alinhado à filosofia dos dirigentes.

“Ele conhece o Náutico, a estrutura e pensamos nisso também no momento de contratá-lo. Se você pegar o currículo dele, é muito vitorioso. E ainda conhece bem o futebol da região. Tem um perfil que se encaixa no Náutico. Um cara estudioso que tem tudo para fazer um grande trabalho por aqui. Queremos ele por toda a temporada com um projeto de conquistas, desempenho e resultados”, ressaltou o diretor de futebol Marcílio Sales.

Dado Cavalcanti tem 35 anos e foi o técnico mais no­vo no futebol brasileiro a conquistar um título estadual, em 2006, pelo Ulbra, no Campeonato Rondoniense.

O treinador ainda acumula passagens por Santa Cruz, A­mérica/RN, Central, Ica­sa/CE, Ypiranga/PE, Luverdense, Mogi Mirim, Paraná, Coritiba, Ponte Preta, Ceará e Paysandu. Nesta última equipe, conquistou os títulos do Campeonato Paraense e da Copa Verde, nesta temporada.

Com perfil estudioso, o treinador busca sempre se atualizar no futebol. Recentemente, ele passou uma semana na Granja Comary, no Rio de Janeiro, participando de especializações no Curso de Técnicos da CBF. “É muito importante ter esse aprimoramento. É uma capacitação que precisamos ter sempre. O futebol está evoluindo a cada momento e não posso ficar para trás. Por isso faço questão de participar de cursos, palestras e tudo o que for bom para a minha evolução na carreira”, resumiu.

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