Dudu pode ser quarto interino a ser efetivado nos últimos 20 anos

Além de Dudu Capixaba, outros três profissionais passaram pela mesma situação no Náutico e depois foram confirmados no cargo. Foram casos de Leivinha, Sérgio China e Didi Duarte

Técnico interino Dudu Capixaba estreou à beira do gramado como profissionalTécnico interino Dudu Capixaba estreou à beira do gramado como profissional - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Passageiro, provisório, temporário. São muitos os sinônimos para a palavra interino. No futebol, ela é usada para destacar a presença de um auxiliar-técnico ou comandante das categorias de base que está no cargo de treinador por um breve período, aguardando apenas que um novo nome chegue para ocupar o posto. Mas alguns deles vão além e ganham uma chance da permanecer na função. Em 2018, quem vive essa expectativa no Náutico é Dudu Capixaba, que estava dirigindo o sub-20 e agora trabalha com o profissional desde a demissão de Roberto Fernandes. Situação nova para ele, mas antiga no clube. Nos últimos 20 anos, outros quatro nomes viveram cenário semelhante, com três deles ganhando a efetivação no cargo.

Em 2003, o Náutico resolveu apostar em Edson Leivinha, então auxiliar-técnico do clube. A missão era complicada: após a saída de Edson Gaúcho, o treinador precisava vencer todos os jogos restantes da primeira fase da Série B para classificar o Timbu ao quadrangular. “O elenco estava descontente com o antigo treinador e se juntou para pedir minha efetivação para a diretoria. Isso facilitou bastante meu trabalho. Conseguimos ganhar as quatro partidas que faltavam em um momento que muitos duvidavam”, afirmou Leivinha. Na etapa inicial de grupos, os alvirrubros terminaram em terceiro e não conseguiram o acesso. “Acompanho o trabalho de Dudu e acredito que, às vezes, é melhor você apostar em alguém com identificação do que trazer um treinador que não conhece a história do clube. Ele é um jovem promissor e já trabalhou com a base. Isso ajuda no lado motivacional”, completou. Leivinha voltou ao Náutico em 2009. Um ano antes, foi auxiliar de Nelsinho Baptista no Sport, na campanha do título da Copa do Brasil.

Além disso, passou por ABC, Guarany/CE e algumas equipes do interior pernambucano, como Central e Belo Jardim. Hoje, o profissional trabalha com os jogadores do sub-23 do Corinthians.

Outro que passou por experiência parecida foi Didi Duarte, em 2006, após a demissão de Roberto Cavalo, treinador que ficou marcado pela derrota na “Batalha dos Aflitos”. O interino foi demitido após perder um Clássico das Emoções. Seu substituto? Cavalo, que retornou ao cargo.

Quem também teve passagem rápida no cargo de treinador do Náutico foi Sérgio China, um dos “mentores” de Dudu Capixaba. Em 2009, após a saída de Roberto Fernandes, ele assumiu o profissional, mas ficou apenas por algumas partidas. Ele se despediu da função após vencer um clássico contra o Santa Cruz. Minutos depois do jogo, o Timbu anunciou a vinda de Waldemar Lemos. China também treinou o clube interinamente em 2010 e 2014. Atualmente comanda o Salgueiro.

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Levi Gomes

Nos últimos quatro anos, Levi Gomes foi o escolhido para “tapar o buraco” sempre que um técnico era demitido do Náutico. Porém, nunca chegou a ser efetivado. Atualmente trabalha como auxiliar-técnico no clube.

 

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