Em ano olímpico, COB adia prêmio a atletas pela primeira vez desde 1999

A cerimônia, que costumeiramente ocorre em dezembro, será realizada somente em março

Armando Monteiro (PTB) x Paulo Câmara (PSB) Armando Monteiro (PTB) x Paulo Câmara (PSB)  - Foto: Divulgação/Folha de Pernambuco

O COB (Comitê Olímpico do Brasil) adiou, pela primeira vez desde sua criação, em 1999, o tradicional Prêmio Brasil Olímpico, distinção para os melhores atletas e técnicos de cada modalidade esportiva e os melhores do ano. E justamente no ano em que foram realizados os Jogos do Rio.

A cerimônia, que costumeiramente ocorre em dezembro -neste ano, a expectativa era de que ocorresse dia 19 do mês-, será realizada somente em março. A quebra na tradição pegou presidentes de confederações esportivas associadas ao comitê olímpico de surpresa. Na primeira quinzena de novembro, a direção do principal órgão do Movimento Olímpico no país divulgou uma circular interna com a alteração.
Procurado pela reportagem, o COB afirmou que o adiamento tem a ver tão somente com o local de realização. Ele deseja abrigá-lo no Theatro Municipal do Rio, que vive problema de greve de seus funcionários em razão de falta de pagamento de salários.

"O COB quer fazer a cerimônia no Theatro Municipal e, diante do momento delicado do teatro, com a possibilidade de greve, o COB optou por adiar a premiação para março de 2017", disse resposta do comitê, enviada por sua assessoria de imprensa.
Em edições anteriores, o prêmio já ocorreu no teatro do Museu de Arte Moderna do Rio e até mesmo em um shopping de São Paulo, em 2013.

A reportagem questionou o COB se há garantia de que em março de 2017 a crise no Municipal já estará debelada e se a entidade não pensou em realizar o evento em outro local, como em edições anteriores. O COB respondeu que "o Municipal é um ícone da cidade do Rio e o COB decidiu que esta edição do prêmio deveria ser realizada no local".

O comitê deverá ter uma perda significativa na arrecadação da Lei Piva, que lhe destina verba de loterias federais. A entidade deve dispor de aproximadamente R$ 200 milhões da lei em 2017, bem menos do que os R$ 242 milhões que teve para 2016. No ano passado, a nadadora Ana Marcela Cunha e o canoísta Isaquias Queiroz foram eleitos os melhores atletas do ano.

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