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Em nota, Odilávio explica 'sumiço' no Náutico

Atacante alegou débitos antigos como justificativa para tentar rescisão contratual com o Timbu

Odilávio foi emprestado ao FigueirenseOdilávio foi emprestado ao Figueirense - Foto: Divulgação/Figueirense

Após ter seu nome envolvido em um imbróglio jurídico com o Náutico, o atacante Odilávio publicou uma nota explicando os motivos que o fizeram entrar na Justiça pedindo rescisão contratual com o clube. O prata da casa conseguiu inicialmente a liberação do vínculo com o Timbu, mas o Alvirrubro entrou com um mandado de segurança no Tribunal Regional do Trabalho para tentar fazer com que o profissional pague a multa ou cumpra o pré-contrato.

Odilávio estava emprestado ao Figueirense na reta final da temporada 2019. De acordo com o jogador, ele estava engatilhado para continuar no time de Santa Catarina. "Foi feita uma proposta que contemplava divisões de direitos econômicos entre o Figueirense, Náutico e a mim. Após feita a proposta ao Náutico, o clube comunicou que só permitiria minha permanência nas seguintes condições: estendendo o contrato mais um ano até final de 2021 sem qualquer reajuste salarial e ainda queriam que abrisse mão de todos os atrasados desde 2015 no clube”, disse.

“A proposta era inviável. Porém, apesar disso, eu e meus representantes tentamos diversas contrapropostas, onde abriríamos mão de mais porcentagem dos direitos econômicos para o Náutico e ainda abriria mão de 50% dos salários atrasados, que é um direito constitucional do trabalhador. Foram diversas tentativas de chegar num acordo com o Náutico, mas o clube foi intransigente e continuou afirmando que apenas aceitaria o negócio nos moldes que foram propostos inicialmente. Assim, não restou outro caminho que não fosse ir ao Judiciário, juntando provas de atrasos salariais e FGTS (extrato retirado dia 3 de dezembro de 2019) que me permitiu exercer o direito ao trabalho. Além disso, o contrato (do jogador com o Náutico) expirou no dia 31 de dezembro de 2019 e, por força de liminar, o pré-contrato (para extensão contratual com o Náutico) tornou-se inaplicável”, completou.

Odilávio ainda publicou na nota a transcrição de um áudio do diretor de futebol do clube, Ítalo Rodrigues, citando um débito de R$ 25 mil em salários atrasados. Sobre o assunto, o vice-presidente do Náutico, Diógenes Braga, já tinha se posicionado, indicando que o agente do atleta, Lucas Neves, havia agido de má-fé.

"Ele é um aventureiro, principiante, e agiu de má-fé. Ele influenciou o atleta e está prejudicando o jogador, mas Odilávio também poderia ter se comportado de outra maneira. Agora vamos resolver a questão juridicamente", declarou.

“No dia 11 de dezembro ele (Odilávio) entrou com uma reclamação trabalhista, alegando que o clube estava com nove parcelas de FGTS em aberto. Mas isso era referente ao ano de 2017. O advogado do jogador também entrou com um extrato de data retroativa, para induzir a juíza ao erro. O problema é que, no dia 11, não havia mais inadimplência porque nós quitamos os valores. Se o profissional tivesse agido de boa fé, pegado uma certidão atualizada, a juíza não teria dado a liminar. Entramos com um mandado de segurança no Tribunal Regional do Trabalho", detalhou o Bruno Becker, vice-presidente jurídico alvirrubro.

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