Em nota, Yuri Romão rebate acusação de ter deixado dívida de R$ 50 milhões no Sport
Segundo ex-presidente, números apresentados pelo executivo de futebol do clube, Ítalo Rodrigues, foram " inflacionados e fantasiosos"
Em nota, o ex-presidente do Sport, Yuri Romão, se pronunciou sobre as declarações do atual executivo de futebol do Leão, Ítalo Rodrigues, de que a antiga gestão teria deixado uma dívida superior aos R$ 50 milhões, referentes a salários atrasados, direitos de imagens e negociações anteriores. Segundo o ex-mandatário rubro-negro, os números são "fantasiosos".
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Defesa
"Foram divulgados números inflacionados e fantasiosos atribuídos a nossa gestão. Na transição, tudo foi demonstrado de forma clara, ampla e transparente. Qualquer informação diferente é uma inverdade. O valor de R$ 24 milhões em salários não condiz com a realidade. Deixamos o clube no dia 12/12/2025, e o valor a ser pago aos atletas correspondia à metade disso, cerca de R$ 12 milhões, referentes a duas folhas e duas imagens", afirmou.
"Além disso, já havíamos fechado novos parceiros comerciais. Um exemplo é a nova ticketeria, BaladaApp, com um valor pendente para o clube de R$ 14,5 milhões. Da mesma forma, por meio da Kappa, estávamos viabilizando um contrato importante e inédito de naming rights para o CT", complementou.
Romão também rebateu a afirmação de que mais da metade do valor da dívida (R$ 27 milhões) seria referente à aquisição de direitos econômicos.
"Estão tratando ativos do clube como dívidas, o que evidencia descaso e incapacidade de gestão. Jogadores saindo de graça ou sendo dispensados, atletas sendo expostos publicamente e acusados de levar à torcida situações que deveriam ser resolvidas internamente. Esse não é o Sport que construímos, nem é esta a forma como trabalhamos nos últimos anos para conquistar respeito no mercado do futebol. É verdade que tivemos um ano em que os péssimos resultados de campo não corresponderam às nossas expectativas, o que gerou uma frustração financeira significativa comprometendo diretamente o orçamento previsto. Ainda assim, ao longo desses anos, construímos uma imagem de credibilidade, transformando o Sport em um clube viável, algo inclusive reconhecido pelo próprio atual mandatário em entrevistas concedidas antes de assumir o cargo", declarou.
"Seguimos e seguiremos à disposição do Sport, sempre que for necessário. Não é momento para discursos de ódio ou mentiras", concluiu.
Confira a nota íntegra
Quando assumi o desafio de estar à frente de um clube do tamanho do Sport Club do Recife, me preparei, busquei parceiros importantes e, mesmo diante de um cenário adverso, trabalhamos do primeiro ao último dia exclusivamente pelo bem do Sport.
Dentro de campo, conquistamos três Campeonatos Pernambucanos e um acesso à Série A. Fora dele, promovemos a profissionalização de setores, realizamos investimentos em tecnologia e executamos melhorias estruturais na Ilha do Retiro e no Centro de Treinamento.
Havia um projeto sólido para o Sport, que precisou ser interrompido para pacificar um clube, apesar de tudo, avaliado por todos como viável administrativa e financeiramente.
Foram divulgados números inflacionados e fantasiosos atribuídos a nossa gestão. Na transição, tudo foi demonstrado de forma clara, ampla e transparente. Qualquer informação diferente é uma inverdade. O valor de R$ 24 milhões em salários não condiz com a realidade. Deixamos o clube no dia 12/12/2025, e o valor a ser pago aos atletas correspondia à metade disso, cerca de R$ 12 milhões, referentes a duas folhas e duas imagens.
Além disso, já havíamos fechado novos parceiros comerciais. Um exemplo é a nova ticketeria, BaladaApp, com um valor pendente para o clube de R$ 14,5 milhões. Da mesma forma, por meio da Kappa, estávamos viabilizando um contrato importante e inédito de naming rights para o CT.
Sobre os R$ 27 milhões divulgados, fica claro que estão tratando ativos do clube como dívidas, o que evidencia descaso e incapacidade de gestão. Jogadores saindo de graça ou sendo dispensados, atletas sendo expostos publicamente e acusados de levar à torcida situações que deveriam ser resolvidas internamente. Esse não é o Sport que construímos, nem é esta a forma como trabalhamos nos últimos anos para conquistar respeito no mercado do futebol.
É verdade que tivemos um ano em que os péssimos resultados de campo não corresponderam às nossas expectativas, o que gerou uma frustração financeira significativa comprometendo diretamente o orçamento previsto.
Ainda assim, ao longo desses anos, construímos uma imagem de credibilidade, transformando o Sport em um clube viável, algo inclusive reconhecido pelo próprio atual mandatário em entrevistas concedidas antes de assumir o cargo.
Seguimos e seguiremos à disposição do Sport, sempre que for necessário. Não é momento para discursos de ódio ou mentiras.

