Emoção, solidariedade e homenagens em despedida de Cléber Santana

Jogador foi uma das vítimas do acidente aéreo que matou 71 pessoas na última terça

João Campos (PSB), deputado federal mais votado em PernambucoJoão Campos (PSB), deputado federal mais votado em Pernambuco - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Quem aprendeu a dizer adeus? Uma intensa mistura de sentimentos rodeia essa palavra tão temida por nós, seres humanos, mesmo com a morte sendo uma das poucas certezas que temos na nossa trajetória na Terra. Nesta semana, aos 35 anos, chegou ao fim a jornada de Cléber Santana, uma da das 71 vítimas da tragédia com o voo 2933 da LaMia, que caiu na Colômbia, na última terça-feira. Único pernambucano que teve o corpo trazido para o estado natal - Kempes, nascido em Carpina, foi sepultado no Rio Grande do Sul -, o ex-atleta do Sport foi conduzido de Chapecó para o Recife, neste domingo (4), por volta das 10h, horário em que o caixão chegou ao Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freyre. Logo depois seguiu para o Sport, clube responsável por sua formação nas categorias de base e que o lançou como profissional, em 2001. No salão nobre da Praça da Bandeira, o velório começou às 11h30, numa despedida emocionante entre familiares, amigos, ex-companheiros de profissão e torcedores.

Debilitada e fragilizada pela perda do filho, Marinalva Santana, 73 anos, mãe de Cléber, passou mal nas horas iniciais da cerimônia, precisando ser levada a uma sala para ser medicada e tentar se acalmar, assim como o único irmão do ex-atleta, Cleibson Santana, completamente desolado com a tragédia. Um dos momentos mais emocionantes aconteceu por volta das 13h40. Vinda em outro voo, a viúva Rosângela Maria Silva Lourenço, conseguiu chegar ao Sport apenas neste horário. Assim que o fez, foi abraçar a matriarca da família Santana e as duas deram um longo abraço, com ambas chorando bastante. Às 15h20, o caixão começou a ser removido da Ilha do Retiro. Carregado pelas calçadas da Abdias de Carvalho, o ex-leonino recebia os gritos de "Cazá! Cazá" e "Vamos, Vamos Chape!", num emocionante cortejo, com os carros se manifestando através das buzinas.

Sob muitos aplausos, ele seguiu para o cemitério Morada da Paz, em Paulista. No trajeto, muitos carros, motos e pessoas nas calçadas dando o seu adeus ao pernambucano. Por volta das 18h, em cerimônia fechada para os familiares, Cléber Santana teve o seu corpo cremado. Do lado de fora, várias coroas de flores, enviadas pelo Santa Cruz, São Paulo, Grafite, entre outros.

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