Entre lendas e realidades, "midiáticos" pautam Santa

Tricolor agitou bastidores com sondagem por Diego Souza e atraiu holofotes, situação já vivenciada anteriormente

Empresário do atacante rechaçou possibilidade de jogador acertar com TricolorEmpresário do atacante rechaçou possibilidade de jogador acertar com Tricolor - Foto: Delmiro Junior/Photo Premium/Folhapress

Quem acompanha o futebol pernambucano, certamente está ciente que a noite da última quarta-feira foi, no mínimo, movimentada. Redes sociais foram bombardeadas com a notícia da sondagem do Santa Cruz por Diego Souza, ídolo e desejo de consumo da torcida do Sport para 2020. Os salários seriam custeados integralmente pelo principal patrocinador da Cobra Coral, que identificou no meia uma forma para colocar um nome de impacto no clube e alavancar a marca. A contratação, já rechaçada por Eduardo Uram, agente do atleta, estaria alinhada com um interesse antigo do clube. Afinal, não é a primeira vez que o Tricolor sonha com um reforço midiático, na maioria das vezes sendo contratado através de investimentos externos, pelo menos é o que diz a história recente.

Em 2008, talvez com os dirigentes inspirados na época de Mancuso, o argentino Ariel Ortega, então com 34 anos, teve o seu nome ventilado como reforço. No mesmo ano, Jardel (ex-Grêmio) também entrou no combo das lendárias contratações que nunca se confirmaram no Arruda. O nome de outro argentino, Escudero, chegou a ser especulado no início de 2019, mas foi vetado pela direção na época.

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Por outro lado, houveram aquelas especulações que se tornaram realidade e tiveram um desfecho positivo - ou nem tanto. Foi o caso de Carlinhos Paraíba. Grande reforço para a temporada 2018, a volta do meia foi viabilizada pelo projeto Camisa 12, em que torcedores levantaram R$ 180 mil para trazer um atleta renomado. As várias lesões e o alto salário do jogador, entretanto, tornaram a permanência inviável para o ano seguinte.

Grafite, sem dúvidas, é o maior exemplo recente para o Santa quando decidir efetuar investimentos similares. Ídolo coral, o atacante acertou a volta em 2016, aos 36 anos, e recebeu R$ 2 milhões pelo contrato de uma temporada. A contratação do atacante foi bancada pelo aporte financeiro de um patrocinador, visando impulsionar a venda de camisas e a campanha de sócios. Além do retorno financeiro instantâneo, o camisa 23 foi essencial na campanha do acesso à Série A e no primeiro título do clube da Copa do Nordeste.

No caso de Diego Souza, a negociação dificilmente irá culminar no acerto entre as partes. Procurado pela Folha de Pernambuco, Eduardo Uram, empresário do atleta, rechaçou a sondagem do Santa ou da empresa que tomou a dianteira nas conversas. Visivelmente irritado com o assunto, limitou-se apenas a perguntar qual a opinião do jornalista, antes de desligar o telefone.

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