Esportes

Érica Sena busca evolução após índices internacionais

Pernambucana fez marca para o Mundial de Atletismo e para os Jogos Olímpicos de 2020 nos 20km da marcha atlética

Érica Sena, competidora da marcha atléticaÉrica Sena, competidora da marcha atlética - Foto: CBAt

Os três próximos principais compromissos no radar do atletismo brasileiro são os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, entre 26 de julho e 11 de agosto, o Campeonato Mundial de Doha, no Catar, de 28 de setembro a 6 de outubro, e os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, entre 24 de julho e 9 de agosto de 2020. E só uma atleta nacional já tem índice assegurado para todos esses eventos, a pernambucana Érica Sena, de 33 anos. Embora more no Equador já há alguns anos, ao lado do marido e técnico, Andrés Chocho, ela segue competindo pelo Brasil e já é a atleta com os resultados mais expressivos na história na marcha atlética nacional.

“Eu fico muito feliz de ser a primeira do atletismo a fazer o índice olímpico. Acredito que muitos ainda farão, mas já ter essa marca, ser a primeira, me dá uma alegria imensa, uma sensação maravilhosa. Pensar que anos atrás eu nem sonhava estar em Jogos Olímpicos e esse vai ser o meu segundo.”

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Acostumada a inícios de temporada intensos, Érica está se adaptando ao modelo de trabalho traçado para 2019. A estratégia mudou e, ao invés de começar o ano em alta intensidade, a ideia dessa vez é aumentar o ritmo de forma gradativa no intuito de chegar ao Mundial no auge do rendimento. “Nos anos anteriores a gente começava muito forte e no final, quando chegava nas principais competições, tinha treino que eu não conseguia terminar, ficava cansada. Não quero que aconteça esse ano”, disse ela.

Até o momento, Érica competiu três vezes em 2019, tendo conseguido dois índices internacionais. No Grande Prêmio de Rio Maior, em Portugal, foi sexta colocada (1h31min16s), conquistando uma vaga no Mundial. Já no México, no último final de semana, venceu a prova dos 20km com 1h29min22s - abaixo do índice para classificação olímpica, que é 1h31min. “Consegui marchar rápido mesmo com os treinos que vinha fazendo, mais lentos. Eu achava que não seria possível”, disse Érica, que ainda foi prejudicada por uma bactéria estomacal.

“Na primeira prova do ano, na Eslováquia, minha intenção era fazer 50km, como treino, para experimentar novas sensações. Só que precisei parar três vezes por conta de desconfortos estomacais. Em Portugal eu senti que podia ter feito mais, mas o corpo não respondia. Então fizemos exames e aí descobrimos uma bactéria. Iniciei o antibiótico e nenhum atleta gosta de estar tomando remédio antes de competir porque baixa o rendimento, o psicológico cai. Tomei até a noite anterior da prova no México. Deu tudo certo, me saí bem, porém ainda estou insatisfeita porque sei que posso fazer melhor”, contou ela, que pretende se aproximar da melhor marca da carreira (1h26min99s) antes do Mundial. “O Mundial vai ser forte e o clima vai estar muito quente. Então já quero chegar com uma marca forte.”

Érica voltou para o Equador na terça-feira (23) e, com a tranquilidade de quem tem índices para os principais eventos da modalidade, iniciará um trabalho de preparação. Antes do Pan, no entanto, ela ainda tem na agenda uma competição na Espanha e uma etapa do Circuito Mundial de marcha, do qual é líder. “Agora é voltar à rotina de treinos e começar a preparação para as grandes competições. Vamos entrar em treinos mais específicos, rápidos, para tentar melhores marcas lá na frente. Já estar classificada para tudo dá uma tranquilidade para você se dedicar a treinar e não estar desesperada para fazer o índice. Dá uma paz.”

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