Erros que deixaram o Sport à beira do abismo em 2017

Com previsão de receita recorde, a temporada prometia para o Leão, mas vai terminando de forma melancólica

Presidente do Sport, Arnaldo BarrosPresidente do Sport, Arnaldo Barros - Foto: Divulgação/Sport Club do Recife

São apenas sete pontos ganhos nos últimos 36 disputados no Brasileirão. Esse péssimo desempenho no segundo turno da elite nacional fez o Sport sofrer com o mesmo pesadelo do ano passado: a zona de rebaixamento. A derrota no último domingo para o Coritiba, em plena Ilha do Retiro, deixou o time na mesma 15ª colocação, porém, passando a ter os mesmos 35 pontos que Coritiba (16º), Ponte Preta (17º) e Avaí (18º), além de apenas um a mais que o vice-lanterna Vitória. Neste flerte perigoso com a área de degola, os torcedores protestaram logo após o revés contra o Coxa e o clube amanheceu ontem com os seus muros pichados com críticas ao meia Diego Souza, principalmente. O clima de harmonia definitivamente chegou ao fim na Praça da Bandeira. Restam sete jogos para o time conseguir se manter na Série A. A Folha preparou um raio-x dos motivos que levaram os leoninos ao ponto crítico atual. 

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Falta de convicção nos treinadores

Responsável por salvar o Sport do rebaixamento no ano passado, Daniel Paulista foi efetivado como prêmio. Porém, em nenhum momento se viu muita confiança da diretoria no seu trabalho. Durou somente três meses, ou 18 jogos, deixando o cargo no dia 26 de março, com apenas duas derrotas. No dia seguinte, Ney Franco foi anunciado: durou quase dois meses (17 jogos), sendo demitido após a derrota para o Bahia, na final da Copa do Nordeste. Por último, o de maior duração. Em cinco meses (34 jogos), Vanderlei Luxemburgo foi do céu ao inferno na Ilha. Antes unanimidade na diretoria, foi demitido após o revés para o Júnior Barranquilla, no último dia 26.

Elenco acomodado

Boa parte dos jogadores estão no clube de 2015 para trás. Naquele ano, o Sport bateu de frente com o pelotão principal e terminou no sexto lugar, quase beliscando uma vaga na Libertadores. Desde então o grupo não conseguiu grandes feitos. Num misto de salto alto e pouca receptividade com os novos contratados, o conjunto deixou de ser a grande arma leonina, passando a depender de atuações individuais, principalmente de Diego Souza e André. Em 2015, não apenas DS87 decidia os jogos, mas também Marlone, Élber, entre outros.

Desgaste da diretoria

No primeiro ano da gestão Arnaldo Barros, algumas decisões polêmicas foram tomadas. A principal delas foi a saída do Sport da Copa do Nordeste. A explicação de calendário apertado não convenceu a torcida, com os protestos devendo ecoar mais alto no ano que vem, quando o torneio for iniciado. Declarações de que brigaria por título no Brasileirão e que os adversários reais do Sport são "Flamengo, Corinthians, São Paulo..." também geraram uma expectativa acima da média. Por fim, a "jogada de toalha" na Sul-Americana também não foi bem digerida pela torcida.

Insucesso nas contratações

Leandro Pereira, Marquinhos, Paulo Henrique e mais recentemente Wesley. Esses são alguns dos jogadores contratados que não disseram a que veio. Mesmo com dinheiro em caixa, o Leão não conseguiu êxito nas aquisições deste ano. Para piorar, não conseguiu aproveitar bem os valores da base, emprestando Neto Moura, Ronaldo, Pardal, Fabrício e Fábio.

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