Espanha terá projeto de congelamento de óvulos para jogadoras da seleção feminina
Parceria com clínica de fertilização tem objetivo de preservar a fertilidade e o desejo de serem mães sem interromper suas carreiras
A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) está perto de concluir um acordo com uma clínica de fertilização para que as jogadoras possam, aquelas que quiserem, congelar seus óvulos.
A medida cria alternativa para as atletas preservarem a fertilidade e o desejo de serem mães sem interromper suas carreiras, e deve ter início neste mês de setembro. As informações são do jornal El País.
A questão foi levantada pelas próprias jogadoras espanholas junto à federação. O congelamento dos óvulos é um procedimento médico que retira e armazena os gametas femininos em temperaturas ultrabaixas para uso em uma gravidez futura.
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A iniciativa representa mais um avanço no futebol feminino espanhol, que, nos últimos anos, alcançou conquistas como a profissionalização e a licença-maternidade remunerada.
A seleção da Espanha é a atual campeã da Copa do Mundo Feminina, enquanto os clubes também têm grande força entre as mulheres, especialmente o Barcelona, que conquistou a Champions League na última temporada.
A meia Alexia Putellas, eleita duas vezes a melhor do mundo, multicampeã pelo Barcelona e destaque da seleção espanhola, elogiou a proposta em entrevista ao El País.
"Quando começamos os treinamentos com a seleção, sempre há uma reunião com a federação para avaliar o desempenho do grupo. O grupo de capitãs tinha algumas preocupações, porque é muito importante para uma jogadora vivenciar a Copa do Mundo, mas isso significa que nós, que queremos ser mães, porque, embora eu não tivesse esse desejo anteriormente, ele surgiu há algum tempo, e não conseguimos conciliar facilmente" iniciou a jogadora.
"E, após um trabalho incrível da federação, eles chegaram a um acordo com uma clínica para a possibilidade de congelamento de óvulos enquanto ainda estamos na ativa, pelo tempo que quisermos. Para mim, é um grande passo adiante, porque a federação entende que você está servindo ao seu país contra o seu relógio biológico, que você não pode parar e que não pode ser mãe porque precisa que seu corpo funcione", finalizou.

