Etapa brasileira da Liga Mundial de Surfe começa nesta terça

Etapa brasileira da Liga volta para Saquarema, considerada o “Maracanã” do surfe no Brasil

Atual campeão da etapa e do mundo, John John Florence Atual campeão da etapa e do mundo, John John Florence  - Foto: zak noyle/divulgação

Após 15 anos, a etapa brasilei­ra da Liga Mundial de Surfe (WSL) retornará ao seu mais icônico palco, Saquarema, distante mais de 70km da cidade do Rio de Janeiro.

Localizada na Região dos Lagos, é conhecida por ter uma das melhores ondas das Américas. Em Itaúna, ponto que abriga a estrutura do evento, o forte são as esquerdas. Já na Barrinha, palco alternativo, as direitas são predominantes.

Além de possuir características que costumam agradar a gregos e troianos, Saquarema não sofre com a intensa poluição do Postinho da Barra da Tijuca, onde o evento vinha sendo realizado nos últimos anos - no ano passado, alguns atletas, como o paulista Wiggolly Dantas e o norte-americano Kelly Slatter, sentiram-se mal, com sintomas de enjoo e náuseas, por exemplo. As janelas do Oi Rio Pro e do Oi Rio Women’s Pro têm início nesta terça-feira (09) e seguem até o próximo dia 20. A expec­tativa, segundo os organizadores, é de boas ondas durante a etapa.

Empolgados com a novidade em casa, os brasileiros estão na expectativa por bons resultados. São 11 representantes do País no evento, sen­do dez homens (Gabriel Medina, Adriano de Souza, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Wiggolly Dantas, Caio Ibelli, Jessé Mendes, Jadson André e Ian Gouveia, além do vencedor da triagem) e uma mulher, Silvana Lima - o potiguar Italo Ferreira, que lesionou o tornozelo direito em uma sessão de free surfe na Austrália, ficará fora da terceira etapa consecutiva, devendo retornar apenas em Fiji.

No ano passado, a etapa brasileira mostrou ser pé quente para os seus campeões, o havaiano John John Florence e a australiana Tyler Wright. Ambos vieram a levantar seus primeiros títulos mundiais ao término da temporada. John John, por sinal, é o atual dono da lycra amarela, até o momento com dois terceiros lugares e um título.

Somente três atletas ameaçam essa liderança, entre eles Adriano de Souza, quarto colocado no ranking 2017. Os outros são o sul-africano Jordy Smith e o australiano Owen Wright, que dividem a segunda posição, além do norte-americano Kolohe Andino, fechando o top 5. Filipinho e Caio Ibelli são sexto e sétimo,
respectivamente, encerrando a presença brasileira no top 10. Medina, embora tenha começado bem a temporada, com o terceiro lugar na primeira etapa, caiu na sequência da perna australiana e aparece em 11º. Kelly Slatter, que disse fazer um campeonato decisivo para bater o martelo da aposentadoria de competições, é o 13º. O pernambucano Ian Gouveia é 24º, tendo sido duas vezes 13º e uma 25º.

Feminino
Atual campeã mundial e da etapa verde-amarela, Tyler Wright defenderá o título no Rio de olho na lycra amarela, que, no momento, pertence à sua compatriota Stephanie Gilmore. Seis vezes campeã do mundo, Gilmore tem apresentado um surfe refinado nesta temporada, com um título, um vice e um terceiro lugar somados até agora. Outra australiana na briga é Sally Fitzgibbons, que volta a competir após ter se machucado em Bells Beach. Ela, que liderava o ranking 2017 até o incidente, acabou perdendo uma posição. Tri mundial, a havaiana Carissa Moore é somente a sexta, com três quintos lugares. A cearense Silvana Lima, única brasileira e sul-americana entre as 17 do tour de elite, ocupa a 14ª posição, tendo disputado somente sete baterias em 2017, com uma única vitória.

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