Etapa de J-Bay do Mundial de Surfe começa nesta quarta

Evento da África do Sul tem início durante a madrugada, com a briga pela liderança do ranking 2017 se acirrando

Mineirinho em bateria do Oi Rio Pro, em SaquaremaMineirinho em bateria do Oi Rio Pro, em Saquarema - Foto: Twitter/WSL

Na madrugada desta quarta-feira, tem início a janela de competições do Corona Open Jeffreys Bay, na África, válido pela sexta etapa da Liga Mundial de Surfe (WSL). O evento promete esquentar a disputa pela liderança do ranking 2017, que tem o australiano Matt Wilkinson na primeira posição momentânea. Ele assumiu a ponta após ter vencido em Fiji, última parada do tour. A diferença dele para o quinto colocado, contudo, é de somente 600 pontos, reforçando o equilíbrio da atual temporada - a mais disputada dos últimos quatro anos.

Atual campeão mundial e finalista em J-Bay no ano passado, o havaiano John John Florence vem de dois 13º lugares consecutivos (Rio de Janeiro e Fiji), resultados que o fizeram cair para a segunda posição, a 250 pontos de Wilko. As condições na África do Sul podem favorecer a recuperação de John John, dono de um estilo de surfe progressivo e extremamente talentoso em tubos.

Jeffreys Bay tem uma das ondas mais desafiadoras do tour, pela temperatura gelada, correnteza forte e grande variação de seções, que vão de tubos rápidos e apertados a paredes íngremes, passando por situações favoráveis a manobras de impacto. A versatilidade de John John pode ser um diferencial.

Empatados em terceiro lugar, Jordy Smith, Adriano de Souza e Owen Wright possuem 26.150 pontos e estão colados em Wilko e John John. Único sul-africano na elite mundial, Smith possui duas vitórias em J-Bay (2010 e 2011) e tem o benefício de competir em casa. Campeão do mundial em 2015, Adriano é outro que carrega um bom retrospecto no palco da sexta etapa do Tour. Já venceu um evento do QS, em 2012, e chegou seis vezes às quartas de final em provas do CT.

Atual campeão em J-Bay, o australiano Mick Fanning ocupa apenas a 13ª posição no ranking, mas está entre os favoritos ao título da etapa por sempre encaixar boas atuações nas condições sul-africanas. Entre os brasileiros, além de Adriano, quem também tem condições de ir longe nesta etapa é Gabriel Medina, Ítalo Ferreira, Filipe Toledo, que volta de suspensão, e Caio Ibelli, retornando de lesão. O País estará representado ainda por Miguel Pupo, Wiggolly Dantas, Jadson André e Ian Gouveia.

Baterias do Round 1
1 Joel Parkinson (AUS), Wiggolly Dantas (BRA), Miguel Pupo (BRA)
2 Owen Wright (AUS), Bede Durbidge (AUS), Josh Kerr (AUS)
3 Adriano de Souza (BRA), Frederico Morais (POR), Jadson André (BRA)
4 Matt Wilkinson (AUS), Jeremy Flores (FRA), Ethan Ewing (AUS)
5 Jordy Smith (AFR), Conner Coffin (EUA), wildcard
6 John John Florence (HAV), Ian Gouveia (BRA), wildcard
7 Kolohe Andino (EUA), Italo Ferreira (BRA), Leonardo Fioravanti (ITA)
8 Julian Wilson (AUS), Kelly Slater (EUA), Kanoa Igarashi (EUA)
9 Connor O’Leary (AUS), Adrian Buchan (AUS), Jack Freestone (AUS)
10 Gabriel Medina (BRA), Caio Ibelli (BRA), Stuart Kennedy (AUS)
11 Sebastian Zietz (HAV), Mick Fanning (AUS), Joan Duru (FRA)
12 Michel Bourez (PLF), Filipe Toledo (BRA), Ezekiel Lau (HAV)

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