‘Eu me sinto preparado’, diz Capixaba sobre chance no Náutico

Comando o Náutico enquanto um novo treinador não é anunciado, interino elogia atletas e não esconde em vontade de ser efetivado no cargo

Dudu comanda treino no NáuticoDudu comanda treino no Náutico - Foto: Léo Lemos/Divulgação/Náutico

Enquanto não anuncia um novo treinador para a sequência da temporada 2018, o Náutico vai treinando sob os cuidados de Dudu Capixaba, técnico do sub-20 que foi alçado ao profissional após a demissão de Roberto Fernandes. Uma missão com um prazo de validade desconhecido. Ele não sabe se ficará até hoje, amanhã ou até mesmo se sua permanência deixará de ser interina. A incerteza do futuro é deixada de lado para que prevaleça a confiança no presente. “Eu me sinto preparado”.

“Sou funcionário do clube. Não estou preocupado. É a oportunidade que todo treinador de base quer. Eu me sinto preparado. Estudei muito, me capacitei. Estou preparando a equipe mesmo sem saber se estarei à beira do gramado. Quem chegar vai receber todas as informações, individuais e dos sistemas de jogo do adversário. Já estou estudando o Salgueiro (adversário do sábado, pela Série C). O importante é tirar o Náutico dessa situação. Esse clube foi campeão Pernambucano e agora precisa brigar pelo acesso à Série B”, afirmou.

Caso o Náutico não acerte com algum nome nesta semana, Dudu fará sua estreia no profissional contra Sérgio China, técnico do Salgueiro e um dos mentores no início da carreira do interino. “Trabalhei com ele aqui de 2011 a 2014, sendo auxiliar na base. Depois fomos juntos para o Salgueiro, disputando a primeira final de um time do interior. Foi gratificante conhecer outro clube, atletas e dificuldades. Ainda recebi um convite para trabalhar no ABC, mas Gilmar Dal Pozzo pediu que eu fosse integrado novamente ao Náutico, na parte de análise de desempenho, em 2015. Voltei, mas deixei claro que era no campo que eu me sentia melhor”, apontou. Dudu comanda o sub-20 desde o início de 2017.

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A experiência com os atletas da base foi o grande diferencial na escolha pelo interino. “O clube precisa aproveitar os jogadores da casa para sobreviver. Tem que botar atleta na vitrine para negociar também. Quando Diógenes Braga (vice-presidente) me apresentou ao grupo, eu fui bem recebido. Conheço bastante Robinho, Tharcysio, William Gaúcho. Tive o prazer de trabalhar com todos antes”, disse.

Conhecido pelos atletas da base, mas não tanto pela torcida, Dudu Capixaba explicou seu perfil e o que aprendeu com os demais treinadores com quem trabalhou no Náutico. “De cada um eu tirei pontos positivos e negativos. Sérgio China foi um mestre, um pai que me formou. Gilmar Dal Pozzo tinha um trabalho em campo fantástico. Alexandre Gallo possuía uma bagagem da Europa. Givanildo Oliveira foi outro pai que tive aqui. Um cara que tinha o grupo na mão. Dado Cavalcanti trouxe ideia inovadoras. Roberto deu espaço para que eu ficasse próximo ao time. Juntei todas essas ideias. Eu sou mais conciliador e procuro deixar os atletas tranquilos”, salientou.

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