Futebol

Eurocopa começa marcada pela pandemia

A 16ª edição da Eurocopa, que termina em 11 de julho em Londres, foi salva por pouco e ainda precisa evitar a Covid-19

EurocopaEurocopa - Foto: OZAN KOSE / AFP

Após cinco anos de espera, começa na sexta-feira (11) a mais acrobática Eurocopa da história, espalhada por 11 países e afetada pela crise sanitária: 24 seleções sonham com o título, conquistado por Portugal em 2016. O pontapé inicial da competição será dado por Itália e Turquia, às 16h (de Brasília), no Estádio Olímpico de Roma. A 16ª edição da Eurocopa, que termina em 11 de julho em Londres, foi salva por pouco e ainda precisa evitar a Covid-19.

Mesmo antes do início do torneio, a Holanda perdeu seu goleiro, Jasper Cillessen, que testou positivo e ficou fora da convocação, enquanto Espanha e Suécia têm dois jogadores infectados antes de seu encontro na próxima segunda-feira. Diante do risco de uma escalada de infecções, a seleção espanhola colocou 11 novos reservas na bolha sanitária, além dos seis que já foram convocados, formando uma convocatória "paralela" preparada para substituir eventuais baixas.

A Uefa, que enfrentou durante a Liga das Nações infecções dentro das equipes, antecipou o problema ao autorizar as substituições "até o primeiro jogo" e ao permitir a convocação de 26 jogadores, em vez dos habituais 23. A reserva de talentos de cada país pode, portanto, desempenhar um papel importante neste primeiro grande torneio internacional desde a Copa do Mundo de 2018.

Uma França que sonha repetir a dobradinha Mundial-Eurocopa de 1998-2000, a Bélgica e sua geração de ouro, a jovem guarda inglesa, uma Itália reconstruída... Todos querem acabar com o reinado continental de Portugal. Normalmente animada em bares e estádios, a Eurocopa terá uma face mais austera este ano - como as Olimpíadas que começam pouco depois em Tóquio (23 de julho a 8 de agosto) - mesmo que a Uefa afirme que será "segura e festiva".

"Cada local, cada cidade, cada país definiu a sua fórmula para limitar os riscos para a saúde, tecendo uma complexa rede de medidas", explicou à AFP Daniel Koch, conselheiro de saúde da Uefa. Jogadores, comissões técnicas, trabalhadores, veículos de comunicação vão pular de bolha em bolha cruzando fronteiras e os espectadores terão que estudar cuidadosamente as condições de entrada de cada país, se submeter a eventuais quarentenas e dispor de testes de covid ou passaportes de vacinação para entrar nos estádios.

Quanto ao público em geral, que tende a se aglomerar em caso de vitória, terá que lidar com políticas locais muito diferentes, desde as dezenas de milhares de pessoas esperadas nas 'fan-zones' russas e ucranianas até a recusa de Munique, Sevilha ou Bruxelas a habilitar estes espaços. Sonhada por Michel Platini quando presidiu a Uefa para unir o continente, esta edição pan-europeia da competição é um desafio logístico desde o início, com os deslocamentos de equipes, imprensa e torcedores, de Londres a Baku. 

Mas a covid-19 acabou transformando-a em um quebra-cabeça sanitário, obrigando o adiamento do torneio por um ano e abalando sua preparação: apenas em 23 de abril as 11 cidades-sede foram definitivamente conhecidas Bilbao e Dublin foram descartadas, Sevilha entrou no calendário e Londres e São Petersburgo receberam mais jogos, enquanto a Uefa obteve a promessa de que cada jogo teria torcedores nas arquibancadas. 

Os estádios vão recuperar a alegria que tanto faltou no ano passado, embora os limites de capacidade variem: apenas Budapeste vai receber 100% de espectadores, enquanto Munique promete uma capacidade de 22% da sua capacidade máxima e as outras cidades entre 25% e 50%.

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