TRAGÉDIA

Ex-Chape, Rodolpho lamenta tragédia e perda de amigos

Alvirrubro defendeu a camisa do Verdão do Oeste por três temporadas e tem identificação com clube e cidade, onde sua filha nasceu em 2013

TRE-PE desmente fake newsTRE-PE desmente fake news - Foto: Divulgação

Conviver com a dor é uma árdua batalha dos que sofrem perdas de amigos e familiares. Na tragédia que chocou o mundo inteiro nesta terça-feira (29), o goleiro Rodolpho, do Náutico, foi um dos que sofreu de maneira profunda. Por volta das 5h30 desta terça-feira, o arqueiro foi acordado e alertado pelo pai, que costuma despertar neste horário para caminhar na praia. Imediatamente, o alvirrubro pegou o telefone para tentar contanto com os amigos que deixou na Chapecoense, clube que defendeu por três temporadas (2011/2012/2013).

O primeiro ex-companheiro que ele conseguiu conversar com um do mais próximos, já que treinavam juntos, o veterano goleiro Nivaldo, de 42 anos. Com aposentadoria marcada para o final desta temporada, ele está lá desde 2007 e entrou para a história como o atleta que mais vestiu a camisa do time catarinense, o fazendo 298 partidas.

Ainda sem muitas informações, Nivaldo se mostrou bastante abalado e revelou ao amigo que estava tentando contato com os demais companheiros de clube, mas que não queria acreditar no pior. Em seguida, a confirmação do desastre. E aí ficaram apenas as lembranças para o atleta pernambucano, atualmente com 35 anos.

“A cidade e o clube são bastante acolhedores. Você se sente em casa, parte da comunidade. Não há clube rival na cidade e todos respiram a Chapecoense. Não tenho palavras para expressar minha triste. Só peço que Deus proteja e dê forças a todos os envolvidos e seus familiares”, comentou Rodolpho, que conquistou o Catarinense 2011, tendo sido eleito o melhor goleiro da competição, e também os acessos de 2012 e 2013.

Com três anos de Chape, Rodolpho ainda guarda muitos amigos no clube. “Sou próximo de Rafael Lima e Neném, que não viajaram. O presidente (Sandro Pallaoro) e Cadu Gaúcho (supervisor) tinham muita amizade com meu pai, tomavam uma cervejinha com frequência e se foram. A última vez que nos vimos foi quando a Chape enfrentou o Sport, neste Brasileirão. Conversamos bastante. Só tenho a agradecer a todos e a Chapecó. Minha filha nasceu lá em setembro de 2013. Tenho laços com a cidade e o clube e não está sendo fácil esse dia”,

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