Ex-Chapecoense, zagueiro Vílson chora e diz que deixou "irmãos" em SC

Atualmente no Corinthians, o atleta vestiu a camisa do clube de Chapecó na temporada 2015

Daniel Coelho, em entrevista à Rádio FolhaDaniel Coelho, em entrevista à Rádio Folha - Foto: Julya Caminha/Folha de Pernambuco

Escolhido no Corinthians para falar sobre o acidente aéreo que vitimou a Chapecoense na terça-feira, na Colômbia, o zagueiro Vílson se emocionou bastante em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava. Ele defendeu a equipe catarinense em 2015 e dividiu elenco com boa parte dos 19 atletas que morreram. Vílson levou uma camisa da Chape para atender os jornalistas.

"Cara, difícil até falar. Ontem e hoje o pensamento é só neles, nos familiares. Por ser uma cidade pequena a gente estava sempre unido, o presidente Sandro Pallaoro fazia confraternizações, queria grupo e família unidos. É uma dor muito grande, sonhos interrompidos de um grupo muito alegre e feliz. Era o que eu via ano passado, a alegria de vencer continuou forte esse ano e eles mostraram nos jogos, na Sul-americana. Formei irmãos ali, porque era uma luta pelos mesmos ideais. A gente fica muito triste pelo acontecido", comentou Vílson.

"O momento (da Chapecoene) era muito bom, a gente fica sem saber o porquê de uma coisa dessas. Sem palavras", declarou.

"A gente sempre fazia campeonato de videogame, com o Gil, Ananias, Neto, Bruno Rangel, que eram mais próximos. Fisioterapeutas... Falei com o Billy Bil e o Guilherme, fisioterapeuta que não estava na viagem. Minha esposa também estava muito triste, ligou para a esposa do Thiego... Ele estava muito feliz. Ligou para a esposa do Anderson Paixão também", revelou Vílson.

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