Santa Cruz

Experimentar ou repetir? Martelotte se vê cercado de opções

Mesmo sem Célio Santos, técnico coral vive “dor de cabeça boa” tendo à disposição três zagueiros para reposição, entre eles William Alves, que pode estrear sob o comando do treinador em 2020

Denilson, Elivelton e William Alves disputam vaga na zaga do SantaDenilson, Elivelton e William Alves disputam vaga na zaga do Santa - Foto: Rafael Melo/Santa Cruz

Dar andamento ao processo de experimentação na escalação do time ou simplesmente repetir algumas peças que já atuaram juntas desde a chegada da nova comissão técnica do Santa Cruz? As duas opções fazem parte da despreocupante “dor de cabeça boa” para o técnico Marcelo Martelotte, que no duelo do próximo domingo (25), contra o Botafogo/PB, poderá fazer uso de novas testagens, em busca da tão sonhada formação ideal para o seguimento da competição. 

Voando alto no Grupo A da Série C com 24 pontos e com quatro pontos de vantagem para o Vila Nova, segundo colocado, o Tricolor não poderá contar com Célio Santos no diante do Belo, no Arruda, pela 12ª rodada da Terceirona. O zagueiro, que sob o comando do treinador sequenciou dois jogos ao lado de Danny Morais, recebeu o terceiro cartão amarelo no confronto passado, abrindo vaga no miolo de zaga para os companheiros Elivelton, Denílson e William Alves. 

Entre as três opções, o último defensor, que voltou a treinar com bola junto ao time somente na última semana, é o único que ainda não teve chance de atuar desde a chegada de Martelotte no Arruda, sendo essa a chance de ouro para uma possível estreia, bem como para um reencontro na retaguarda com o capitão do time, com quem jogou ladeado em 21 oportunidades ao longo da temporada. Caso opte pela dupla de zaga no domingo, Martelotte, que ainda não repetiu escalação desde seu desembarque, coloca mais uma reticência na formação do time, desta vez no setor defensivo. 
 

Já Denílson, foi titular em duas ocasiões, totalizando 183 minutos em campo sob as ordens do treinador. Além disso, o zagueiro formou o trio defensivo com Elivelton e Danny Morais contra Remo/PA e Manaus, e também chegou a ser acionado, no final do jogo, contra o Ferroviário/CE. Enquanto Elivelton, resguardou a titularidade por quatro jogos, contra Remo, Manaus, Jacuipense e Ferroviário, mas perdeu a vaga justamente para Célio Santos, após o zagueiro retornar de lesão. 

Retorno e novas possibilidades

O goleiro Luiz Fernando foi reavaliado nessa segunda, no Arruda, e deu início a um trabalho leve de recondicionamento físico, com voltas ao redor do gramado. O jogador pode, inclusive, fazer sua estreia com a camisa coral no domingo, visto que, dessa vez é seu companheiro de posição, Maycon Cleiton, quem cumpre o isolamento social, também por conta do novo coronavírus. Luiz Fernando passou duas semanas em quarentena, após ter sido diagnosticado com a Covid-19 há duas semanas. 

Outra boa expectativa que paira nos arredores do José do Rego Maciel diz respeito à possibilidade de retorno de Chiquinho. O jogador está na transição física desde a última semana, mas não foi relacionado no duelo contra o Treze por falta de tempo hábil para o total recondicionamento. O treinador tricolor comemorou o retorno do meio-campista, enfatizando não enxergar necessidade na definição de um time titular no momento.

“Eu fico muito satisfeito com isso, cada vez mais a gente ter mais opções. Cada vez mais a gente ter jogadores com confiança e com possibilidade de começarem jogando. A gente não tem, nesse momento, a obrigação de definir um time titular. Fico muito satisfeito com a volta de todos os jogadores que estavam no Departamento Médico. Chiquinho, com certeza essa semana, vai estar à disposição também”.

No momento, o DM coral se encontra parcialmente esvaziado. Isso porque o lateral-direito Júnior ainda está sob acompanhamento da fisioterapia, mas já evoluiu com alguns trabalhos sendo realizados no gramado do Arruda. 

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