F1 quer mais restrição de custos diante de impacto econômico do coronavírus

O teto seria introduzido já em 2021, mas as mudanças no calendário de 2020 acabaram jogando as mudanças mais um ano para frente

Novo carro da Haas para a temporada 2020Novo carro da Haas para a temporada 2020 - Foto: Divulgação

Ross Brawn, diretor esportivo da Fórmula 1, anunciou nesta segunda-feira (4) que a categoria planeja reduzir o limite de gastos das equipes frente ao impacto econômico decorrente da pandemia do novo coronavírus. Desta maneira, o teto de gastos por time, atualmente de US$ 175 milhões (cerca de R$ 950 milhões), cairia para US$ 145 milhões (pouco mais de R$ 800 milhões) por temporada.

O teto seria introduzido já em 2021, mas as mudanças no calendário de 2020 acabaram jogando as mudanças mais um ano para frente. Assim, o limite de investimentos deve entrar em vigor em 2022, já com um novo valor. Brawn conversou hoje com Chase Carey, diretor-executivo da Fórmula 1, e com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para debater o futuro da categoria. Segundo ele, "a mensagem é clara".

"Temos que cortar custos", disse em entrevista à Sky Sports. "Começamos com um teto de US$ 175 milhões e foi uma longa batalha para chegar lá. Com a crise atual, agora vamos começar em US$ 145 milhões e a discussão é quanto mais podemos reduzir nos próximos anos."

De acordo com o dirigente, mais detalhes devem ser divulgados às equipes nos próximos dias. A meta, mais uma vez, é diminuir a diferença entre as equipes de ponta e as do pelotão intermediário.

"Haverá um fundo de prêmios muito mais igualitário no novo contrato. As equipes do pelotão intermediário serão muito melhores em termos de proporção da premiação", prometeu Brawn.

"Estamos reduzindo a quantia de dinheiro que pode ser gasta na Fórmula 1 e melhorando a distribuição do fundo de prêmios de maneira mais uniforme entre as equipes. Uma boa equipe intermediária deve poder brigar por pódios, talvez uma vitória, e deve obter um pequeno lucro."

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