Fato inusitado que envolveu equipe argentina volta a expor problema com voos fretados

Aeronave que transportava Chape apresentava irregularidades

Atlético Tucumán enfrentou problemas com o voo antes da partida contra o El Nacional/COL Atlético Tucumán enfrentou problemas com o voo antes da partida contra o El Nacional/COL  - Foto: JUAN CEVALLOS / AFP

A inusitada situação que envolveu o Atlético Tucumán/ARG, time que chegou com mais de 1h de atraso ao local da partida com o El Nacional, em Quito, pela Libertadores, expôs um antigo problema: o entrave com voos fretados envolvendo o futebol sul-americano. Os Decanos - como também é chamada a equipe argentina - foi apenas mais uma vítima de um longo histórico de ocorrências. Uma delas, inclusive, envolve a maior tragédia do esporte mundial. A aeronave que transportava a delegação da Chapecoense para a Colômbia, em novembro passado, apresentava irregularidades no plano de voo. O avião caiu quando se aproximava do destino final, o Aeroporto Internacional José María Córdova em Rionegro, provocando a morte de 71 pessoas.

Curiosamente, a empresa contratada pelo Tucumán, a chilena Mineral Airways, possui frota de dois aviões, assim como a boliviana LaMia, companhia envolvida no acidente aéreo do time catarinense. No primeiro trecho da viagem, com destino a Guayaquil, nenhum problema constatado. Já no Equador, porém, a aeronave não apresentou os documentos necessários para voar até Quito. Três horas depois, desta vez em um voo, agora da Latam, o time conseguiu embarcar.

O Atlético hermano não está sozinho entre as agremiações a terem problemas já neste ano. O Universitário do Peru, que, na semana passada disputou o jogo de ida contra o Deportivo Capiatá, no Paraguai, também pela segunda fase da Libertadores, também teve trabalho para conseguir embarcar, visto que a documentação do seu voo fratado não estava de acordo com a lei. Resultado: decolagem com quatro horas de atraso. Para a sorte dos peruanos, a partida só seria disputada um dia depois.

Responsável por planejar a viagem dos peruanos, Óscar Santader citou o acidente da Chapecoense para explicar o atraso. "Tínhamos todas as permissões necessárias, mas por conta do que aconteceu com a LaMia, todas as margens de segurança em todos os países ficaram mais rigorosas, principalmente quanto a revisão dos documentos", disse. A companhia relacionada ao atraso foi Peruvian Airlines, uma das maiores do país.

O The Strongest, time que esteve recentemente no Recife para a disputa da Taça Ariano Suassuna, contra o Sport, é outra equipe que segue viajando em voos fretados. Foi assim que os bolivianos foram até o Uruguai para enfrentar o Montevideo Wanderers pelo jogo de ida desta segunda fase, ocasião em que saíram vitoriosos. Apesar de a empresa que transportou a delegação também ser menor - de apenas duas aeronaves -, o clube não teve problemas maiores com a aeronave.

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