Favela Open inicia jovens de baixa renda no tênis

Projeto percorre comunidades do Recife para apresentar modalidade à meninos e meninas, além de garimpar talentos

Nascida em SP, iniciativa já atingiu mais de 150 mil jovensNascida em SP, iniciativa já atingiu mais de 150 mil jovens - Foto: Divulgação

Desde o início desta semana, cerca de 40 comunidades da Região Metropolitana do Recife (RMR) estão conhecendo o Circuito Brasileiro Favela Open de Tênis, um projeto que nasceu em 1992, em São Paulo, e tem como objetivo apresentar a modalidade a jovens de baixa renda. O idealizador é Jorge Nascimento, oriundo de uma favela de São Paulo, que se tornou professor e treinador de tênis e, através da modalidade, chegou a morar por seis anos na Europa. “Tem muita gente boa na favela que precisa de oportunidade para conhecer as coisas. Então a ideia do Favela Open é apresentar o esporte, ajudar a gerar atividade e abrir novos horizontes”, conta Jorge. “A gente pega uma rua reta, monta a rede e ensina as crianças a jogarem”, completa, explicando como acontecem as ações do projeto, que chega pela primeira vez ao Recife.

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Além da parte lúdica, o Favela Open cria pequenos torneios de forma que cada comunidade tenha o seu campeão. Os participantes têm de sete a 18 anos e competem por faixa etária. Os campeões de cada comunidade se classificam para disputar o Finals da Cidade, de onde sairá o vencedor geral. O campeão do Recife terá direito a ingressar em uma escolinha do Squash Tennis Center (STC), em Boa Viagem, parceiro da etapa Recife do Favela Open e pioneiro no trabalho social com a modalidade na Cidade, e ainda viajar para São Paulo em dezembro de 2020, quando será realizada a final nacional dos campeões deste ano. O Finals do Recife acontece neste sábado, em uma viela próxima ao STC, a partir das 6h.

Os campeões de cada comunidade, por sua vez, receberão rede, raquetes e bolinhas, e terão a missão de manter o esporte vivo na sua localidade. “Montamos a quadra na rua para mostrar que eles podem ter o esporte ali”, diz Jorge, reforçando que nessas ações podem ser descobertos jovens com potencial para seguir carreira como atleta. Não são raros, inclusive, casos de profissionais do desporto oriundos de projetos atuantes em áreas de baixa renda. Entre os exemplos mais conhecidos estão os atletas Rogério Dutra Silva, que chegou a ser número 1 do tênis nacional, a judoca Rafaela Silva, medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio, e o treinador Leandro Oliveira Cruz, que foi campeão geral do Favela Open 2002 e hoje é professor em uma renomada academia de tênis de São Paulo.

Em mais de duas décadas de atividades, o Favela Open já atingiu mais de 150 mil jovens, atuando majoritariamente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mas já fez ações em outros estados, como Alagoas e, agora, Recife. Em breve, deve aportar também no Ceará.

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