Fiba suspende Confederação Brasileira de Basquete

"Eles não têm controle total do basquete no país", diz entidade

Aeroporto do RecifeAeroporto do Recife - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

A Fiba (Federação Internacional de Basquete) anunciou na tarde desta segunda-feira (14) a suspensão da CBB (Confederação Brasileira de Basquete). O Comitê Executivo da Fiba afirmou que a confederação do Brasil precisa de reestruturação e que ela não cumpre suas obrigações. A Fiba atribuiu a suspensão a problemas em seguir o estatuto internacional, na organização da CBB. Entre eles a não participação em competições internacionais de juniores. A Fiba cita também que a CBB não faz parte dos campeonatos 3 x 3 de sêniors, nem organizou o evento do tour mundial da modalidade no Rio.

O comitê cita ainda que a confederação brasileira cancelou campeonatos de juniores em nível nacional. "Eles não têm controle total do basquete no país", diz a Fiba, em nota que cita também a intervenção de terceiros na escolha e custeio de atividades da seleção nacional.

Além disso, a CBB vem adiando pagamentos para a federação internacional, de acordo com a própria Fiba. "A situação financeira da CBB não permite a ela que banque suas operações", afirma a entidade, em nota. "O Comitê Executivo expressa seu pesar com a situação do basquete no Brasil poucos meses após os jogos olímpicos". A nota diz ainda que a Fiba pretende entrar em contato com a CBB ainda neste mês para para estipular planos concretos para a reforma do basquete nacional. A situação deverá ser reavaliada em 27 de janeiro do próximo ano.

DÍVIDAS

A Folha de S.Paulo revelou que a CCB é a confederação desportiva mais endividada do esporte olímpico nacional. Se quisesse quitar todas as dívidas, ela precisaria usar 71% de sua receita em 2015. Seus maiores credores são, hoje, bancos (Itaú e Bradesco, que, por sinal, a patrocina) e uma financeira. Do total da dívida, R$ 4 milhões dizem respeito a empréstimos, e R$ 5 milhões, a antecipação de cotas de patrocínio e TV.

Desde que o atual presidente, Carlos Nunes, assumiu seu comando, em 2009, as dívidas da confederação saltaram de R$ 1,1 milhão (em valores corrigidos pelo IPCA-IBGE, base 2015) para R$ 17,2 milhões, de acordo com o balanço de 2015. A situação falimentar da entidade tem prejudicado diretamente as seleções nacionais de várias categorias. As duas equipes adultas tiveram a presença nos Jogos do Rio posta em xeque depois que a CBB não honrou pagamento à Fiba (federação internacional) por um convite para o Mundial masculino da Espanha, em 2014 –a vaga não fora obtida na quadra.

Em 2015, a federação deu um ultimato à entidade brasileira, que foi socorrida pelo Bradesco e pela Nike, também sua patrocinadora, que bancaram cerca de R$ 2 milhões para garantir a presença dos times na Rio-2016.

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