Esportes

Fifa nega 'apito amigo' para europeus na Copa feminina

Entidade se pronunciou após as críticas às decisões tomadas durante a partida entre Inglaterra e Camarões

Presidente da Fifa, Infantino espera um bilhão de telespectadoresPresidente da Fifa, Infantino espera um bilhão de telespectadores - Foto: Alberto Pizzoli/AFP

Nenhuma é prejudicada: Pierluigi Collina, chefe da arbitragem da Fifa, negou nesta quarta-feira qualquer tipo de 'apito amigo' às nações europeias na Copa do Mundo feminina, após as críticas às decisões tomadas durante a partida Inglaterra-Camarões. Seria puro acaso o fato de apenas "equipes africanas, sul-americanas e asiáticas reclamarem do VAR?", foi questionado o ex-árbitro italiano durante coletiva de imprensa no Parque dos Príncipes.

"Todas as equipes vindas dos seis continentes são importantes e merecem nossa atenção máxima. Todo mundo é livre para reclamar se quiser, mas reclamações precisam ser baseadas em fatos. Se não há fatos, não tenho o que comentar", se defendeu Collina. O chefão da arbitragem também foi questionado sobre o polêmico uso do VAR durante a partida de oitavas de final vencida pela Inglaterra contra Camarões, que por duas vezes ameaçou não deixar a partida ser retomada.

"Eu acho que você deveria analisar melhor as regras do jogo e os protocolos, ficaríamos felizes de fornecer livros para que você pudesse analisar melhor e saber melhor as situações nas quais um árbitro pode ver o vídeo ou não", ironizou Collina ao responder a um jornalista que lhe perguntou se o árbitro havia agido de maneira "irrepreensível". Antes desta resposta ríspida, Collina se defendeu de toda pergunta sobre esta partida, garantindo que o árbitro acertou na decisão tomada no segundo gol inglês, inicialmente anulado por impedimento, mas depois validado.

"O gol foi validado após o apito porque o assistente levantou a bandeira (por erro) somente quando a bola já estava dentro do gol", o que não teria afetado o comportamento da defesa camaronesa, afirmou Collina. "Às vezes há notícias estranhas que complicam nosso trabalho, mas sempre encontramos um jeito de mostrar que tínhamos razão ao fazer o que fizemos", concluiu.

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