França bate o Uruguai e é a primeira semifinalista

Melhor na partida, a França venceu com gols de Varane e Griezmann. Próximo adversário sairá de Brasil x Bélgica

Lance de Uruguai x França, pelas quartas de final da Copa do MundoLance de Uruguai x França, pelas quartas de final da Copa do Mundo - Foto: Antonin Thuillier/AFP

Com gols de Varane, de cabeça, no final do primeiro tempo, e Griezmann, que arriscou de longe e contou com uma falha clamorosa do goleiro Muslera, na etapa final, a França bateu o Uruguai, por 2x0, nesta sexta-feira (6), e se credenciou para as semifinais da Copa do Mundo da Rússia. Agora, aguarda o resultado de Brasil x Bélgica, às 15h também desta sexta, para conhecer o adversário da próxima fase. 

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Os goleiros nascidos na Argentina protagonizaram os maiores frangos da Copa do Mundo na Rússia até o momento. Ambos no estádio de Nijni Novgorod. Willy Caballero presenteou Rebic com o primeiro gol croata quando a seleção de Lionel Messi perdeu por 3x0 na fase de grupos. Nesta sexta (6), Fernando Muslera, nascido em Buenos Aires, matou qualquer chance de reação do Uruguai ao deixar o chute de Griezmann passar por entre suas mãos aos 15 minutos do segundo tempo.

Foi o lance que definiu a vitória da França por 2x0. O placar final foi reflexo do domínio francês na partida. O Uruguai sentiu a ausência de Cavani, autor dos dois gols nas oitavas de final contra Portugal. Ele sofreu lesão na panturrilha esquerda e foi vetado para as quartas de final.

Desde o início do jogo ficou claro que a França tinha mais qualidade no toque de bola e mais velocidade no ataque. O plano do Uruguai era negar os espaços que o adversário encontrou contra a Argentina, nas oitavas, e tentar achar os laterais Cáceres e Bentancur em velocidade. Estes deveriam lançar Suárez ou Stuani na área.

Não deu certo nos primeiros 45 minutos. Tanto que o Uruguai, sem alternativas, começou a apostar nos lançamentos longos da defesa para o ataque. Era uma maneira de fazer a bola não passar pelos meias que a seleção do maestro Tabárez não tinha. A França tocava melhor, os sul-americanos lutavam em campo, como que para justificar a opinião do técnico argentino Carlos Bianchi, de que a seleção uruguaia não tem "dois testículos, tem quatro".

É uma análise que quase esbarra no chavão do que se esperava da partida. Mas os chavões são assim porque contêm certas verdades. Bentancur apertava a marcação sobre Mbappé. Pogba encontrava liberdade para armar o jogo francês. Duas vezes ele se irritou com Griezmann porque fez lançamentos para o atacante no espaço vazio e este não entendeu. Não correu para receber o passe.

Apesar de conseguir rondar mais a área, a França não criou grandes chances para marcar. A estratégia de fazer a ligação direta para o ataque, empregada pelo Uruguai, não foi 100% equivocada porque os sul-americanos conseguiam ficar com os rebotes, depois de Suárez ou Stuani brigarem pelo alto com os zagueiros rivais. Estava tudo bem para eles, desde que a defesa segurasse os franceses. Deu certo por 39 minutos. Até que Varane subiu mais que os uruguaios em cobrança de falta de Griezmann para fazer o primeiro gol.

Com um time experiente, os uruguaios não se desesperaram e tentaram sair para o jogo, mas sem desguarnecer a defesa. Poderia ter empatado, se Lloris não tivesse feito a defesa mais bonita do Mundial até agora em cabeçada de Cáceres aos 43 minutos. O rebote sobrou para Godín na pequena área, mas o zagueiro chutou por cima.

Os sul-americanos voltaram mais acesos no segundo tempo, adiantaram a marcação e tentaram pressionar. As jogadas pelas laterais aconteceram em sucessão, mas as bolas cruzaram a área sem encontrar nenhum atacante. O principal problema da equipe de Oscar Tabarez era que Stuani e, especialmente, Suárez, recebiam a bola sempre de costas para o gol, em situações que não conseguiam levar perigo.

Com paciência, a França esperou o momento de contra-atacar. Recuou as linhas de marcação, deixou Griezmann no meio-campo e Mbappé mais adiantado. Poucas vezes eles receberam em condições de partir para cima da marcação. Como é de sua personalidade, o técnico francês Didier Deschamps começou a considerar a possibilidade de administrar o placar.

Tabárez arriscou porque não havia mais o que fazer. Trocou atacantes (Stuani por Maxi Gómez), meia por atacante (Nádez por Urretaviscaya) e volante por meia (Bentancur por Cristian Rodríguez). Todos os planos que o treinador tinha para mudar a história do confronto se esvaíram por entre os dedos de Muslera no chute de Griezmann, aos 15 do segundo tempo.

Nos 30 minutos finais, a partida entrou em compasso de espera. A França já não tinha nenhum interesse de ir para a frente, sabedora de que o Uruguai teria de atacar com cada vez mais desespero. Mas os sul-americanos não tinham força ofensiva para tal.

Ficha do Jogo

URUGUAI 0
Muslera; Cáceres, Godín, Giménez e Laxalt; Nández (Urretaviscaya), Torreira e Vecino; Bentancur (Cristian Rodríguez); Stuani (Maxi Gómez) e Suárez. T.: Óscar Tabárez

FRANÇA 2
Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Lucas Hernández; Kanté e Pogba; Mbappé (Dembelé), Griezmann (Fekir) e Tolisso (N'Zonzi); Giroud. T.: Didier Deschamps

Local: Estádio de Nijni Novgorod, em Nijni Novgorod (RUS)
Juiz: Néstor Pitana (ARG)
Cartões Amarelos: Bentancur e Cristian Rodríguez (URU); Lucas Hernández e Mbappé (FRA)
Gols: Varane (FRA), aos 39min do 1º tempo; Griezmann (FRA), aos 15min do 2º tempo


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