Esportes

Fruto do Bom de Bola tenta sucesso no Sub-15 do Náutico

Ythalo da Silva, de 14 anos, foi revelado no campeonato de várzea e, após período de avaliação, seguiu no Timbu

Ythalo treina na equipe sub-15 do NáuticoYthalo treina na equipe sub-15 do Náutico - Foto: Julya Caminha

Entre as vertentes mais festejadas do Recife Bom de Bola, campeonato de futebol de várzea realizado pela Prefeitura do Recife, está o aspecto gerador de oportunidades. Isso porque a gestão municipal convida olheiros dos clubes locais de futebol para que observem possíveis talentos a serem garimpados. O futebol brasileiro, tradicionalmente, revela muitos ídolos através dos campos de bairros.

Os escolhidos têm três meses para serem avaliados, recebendo ajuda de custo de R$ 600 da Prefeitura do Recife, e, após esse período, podem ou não ser aproveitados. No ano passado, oito jovens foram selecionados para essa oportunidade, sendo seis meninos e duas meninas. Entre eles está Ythalo da Silva, de 14 anos, que seguiu no Náutico mesmo após o período de avaliação, encerrado em outubro do ano passado.

“Joguei o Bom de Bola pelo CDVJ, que tem treino na Várzea e em Jaboatão. Chegamos até a semifinal. Algumas semanas depois, meu treinador recebeu a notícia de que eu tinha sido um dos destaques. Mas a ficha só caiu quando disseram que eu teria uma oportunidade em um clube”, conta ele, que está treinando na equipe Sub-15 do Náutico.

O Alvirrubro, por sinal, é o clube local que mais tem levantado a bandeira da valorização das categorias de base atualmente, o que incentiva ainda mais o atleta. “Saber que tem alguém observando a gente, que temos a possibilidade de crescer, de ter um futuro melhor, ajudar a família, é uma motivação para sair de casa e treinar”, diz ele, citando Thiago, atacante de 18 anos do Timbu que foi convocado recentemente pela Seleção Brasileira de base. “Ele chegou na Seleção. Querendo ou não é uma inspiração para seguirmos os mesmos passos.”

Ythalo é seguro ao afirmar que o sonho de ser jogador de futebol não é de hoje. Na verdade, a bola o acompanha desde criança, tendo passado por uma escolinha do Náutico antes de entrar no CDVJ, aos 11. Com os pés no chão e o apoio da família, ele se dedica para, no futuro, deixar o posto de aposta e se tornar um profissional. “É um pouco surreal, porque a gente vê jogadores profissionais e acha que é muito distante de nós. Mas, graças a Deus, tem gente que se preocupa em dar oportunidades e ele está tendo essa. Mas converso muito com ele também para ter calma, explicando que as coisas podem não acontecer no momento que a gente quer, para evitar frustrações”, disse a mãe de Ythalo, a técnica de enfermagem Débora Maria.

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