Futebol francês chega à China para impulsionar sua imagem

Um sede conjunta entre as duas federações foi inaugurada nesta quinta-feira

A Federação de Futebol Francesa (FFF) e a Liga da França (LFP) inauguraram uma sede conjunta na China, nesta quinta-feira, para aproveitar a bonança do gigante asiático e impulsionar a imagem dos europeus.

O escritório recém construído, em Pequim, tem como objetivo reforçar a notoriedade do futebol francês, ajudar os atletas do país na adaptação na China e formar treinadores e jogadores.

"A primeiro missão é exportar o 'know-how' francês, no que diz respeito à formação, levando em conta que a França é líder de exportações de atletas no mundo", sublinhou o diretor assistente, Victorino Malero, à AFP.

"A ideia é acompanhar as estruturas chinesas, como escolas públicas, federação e clubes, para permitir que eles formem os melhores jogadores", acrescentou Malero.

China tem 1,3 bilhão de habitantes e é o 86º colocado no ranking da Fifa. O país anunciou que quer se transformar numa potência mundial até 2050, iniciativa do presidente Xi Jinping.

Autoridades chinesas estimam que 20.000 academias de formação serão criadas e 30 milhões de jovens vão jogar futebol nos próximos quatro anos.

Griezmann e Benzema como exemplo

"A Alemanha, Espanha e Itália se instalaram na China. A França chega um pouco atrasada", lamentou Raymond Domenech, ex-técnico da seleção francesa e presidente do sindicato de treinadores.

"A China quer organizar uma Copa do Mundo. Por isso, precisa de uma equipe que dirija o espetáculo e ajude na formação para deixar o país competitivo em 15 ou 20 anos", acrescentou Domenech.

O escritório FFF-LFP, em Pequim, conta com um empregado francês e vai contratar dois chineses em breve. Os locais vão se encarregar de divulgar o futebol francês no país.

Os atacantes Antoine Griezmann, Karim Benzema e Olivier Giroud são seguidos por torcedores chineses, apesar de espanhóis e alemães continuarem sendo mais populares.

A liga francesa ainda tem pouco impacto na China, bem menor que Premier League, La Liga, Serie A e Bundesliga, campeonatos que são transmitido gratuitamente pelas televisões públicas.

Por outro lado, o gigante asiático investiu pesado no futebol europeu.

Vários clubes foram comprados por chineses: Auxerre, Sochaux, Aston Villa, West Bromwich, Espanyol, Granada e até a gigante Inter de Milão estão nas mãos dos orientais. Além da lista, o Atlético de Madri também tem 20% vendido ao grupo empresarial chinês Wanda.

Estas compras não preocupam a nova presidenta da Liga Espanhola, Nathalie Boy: "vivemos em uma sociedade mundial, estamos felizes de ver que nossos times são atrativos fora do nosso território".

"A França não teme a presença da China em nenhum esporte, nem no setor econômico", indicou o Ministro do Esporte francês, Patrick Kanner.

"A chegada da China na economia francesa indica um possível desenvolvimento", concluiu o ministro.

Veja também

Japão decreta novo estado de emergência por causa da Covid a três meses da Olimpíada
Coronavírus

Japão decreta novo estado de emergência por causa da Covid a três meses da Olimpíada

No Paraná, jogadores são afastados após suspeita de fraude em teste de Covid
Futebol

No Paraná, jogadores são afastados após suspeita de fraude em teste de Covid