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Futuro de Náutico e Santa exige austeridade e pés no chão

Diretorias alvirrubra e tricolor tomam medidas para manter a casa em ordem e evitar desmanche das equipes

Náutico e Santa caminharam lado a lado na Série C 2018Náutico e Santa caminharam lado a lado na Série C 2018 - Foto: Paullo Allmeida/Folha PE

Um olho nos prejuízos, mas outro no futuro. Ainda faltam mais de quatro meses para o início de 2019, mas Náutico e Santa Cruz podem usar o indesejado longo tempo sem atividades para planejar a próxima temporada. Embora estejam vivendo o mesmo drama, os clubes têm certas diferenças quando o assunto é analisar o cenário adiante. Em semelhança, o fato de que é preciso extrair lições da decepção atual para não sentir um "Déjà vu" no ano seguinte.

No Náutico, o discurso da diretoria é de manter a política de 2018. Em outras palavras, continuar com os salários em dia, adotar a austeridade financeira e manter o planejamento com os pés no chão, sem grandes gastos. Com relação ao elenco, a ideia é segurar os principais destaques, como Sueliton, Assis, Josa e Ortigoza, além de utilizar peças da base que se firmaram no profissional, como Bruno, Luiz Henrique e Robinho.

O último, inclusive, é alvo de interesse de outras equipes brasileiras. Mesmo sem o acesso, os dirigentes também pregam o discurso de que o futuro trará algo diferente com relação ao início deste ano. A desconfiança em cima da nova gestão foi superada e a torcida, com os aplausos após o jogo contra o Bragantino/SP, mostrou que pode se reaproximar ainda mais do clube.

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Não é possível falar de futuro e não citar os Aflitos. O presidente do clube, Edno Melo, confessou que o Timbu pretende realizar um amistoso ainda neste ano no estádio, que está em fase final de obras para ser reinaugurado - o local não recebe um jogo oficial desde 2014, mas já foi utilizado para treinos neste mês.

"O Náutico jogará nos Aflitos em 2019, começando já no Pernambucano. Falta pouco para terminar as obras, acho que 10% no máximo. Mas antes, nós queremos fazer um jogo festivo para devolvê-lo aos verdadeiros donos, os torcedores", afirmou o presidente. O Timbu pretende faturar com o evento através do valor dos ingressos, da venda de placas de publicidade e com patrocínios pontuais. Pensando no futuro, é inegável que jogar uma temporada inteira na sua casa é o reforço que os alvirrubros aguardam mais ansiosamente.

No Santa Cruz, a prioridade é pagar os salários atrasados para terminar o ano em dia. O elenco tem um mês em aberto (julho, que venceu no dia 15 de agosto), já os funcionários passam por um sufoco maior, com três folhas em atraso (maio, junho e julho). O presidente Constantino Júnior prometeu um esforço redobrado para quitar as dívidas, mas pediu ajuda aos tricolores para honrar os compromissos.

“Vamos ter que parar no começo de setembro para fazer um planejamento financeiro, que é algo que já vínhamos executando desde o início deste ano. Com a ajuda do nosso departamento financeiro, vamos tomar decisões inteligentes. Temos que cumprir os compromissos para encerrar este ano com austeridade financeira e pés no chão. Quem tem uma torcida como a nossa não pode temer nada. Nos momentos mais difíceis, ela ajuda. Nossos conselheiros, ex-presidentes e diretoria também chegam junto. Estou muito tranquilo, pois sei que vou encontrar amparo”, declarou o mandatário em entrevista coletiva.

O futuro do treinador Roberto Fernandes está indefinido. O próprio profissional disse que era prematuro pensar em renovação. “Conversei (com a diretoria), mas deixei Tininho bem à vontade para ele fazer um balanço de como é que vai ser. Se eu renovar hoje com Santa, como é que o clube vai pagar meu salário? Então, o momento agora é de o clube fazer um balanço do ano. Se entenderem que o meu nome é o ideal para iniciarmos um novo projeto, nós vamos sentar no momento oportuno", afirmou o comandante.

A diretoria de futebol também afirmou que ainda é cedo para definição de comando técnico. “Todas as possibilidades podem acontecer, mas passa fundamentalmente pela situação financeira. A emergência não é treinador. Primeiro, vamos arrumar a nossa casa. A escolha do técnico não é mais o importante neste momento. Agora temos que saber usar esse tempo. O momento é de ter equilíbrio e pensar no futuro do Santa Cruz”, pontuou o presidente Constantino Júnior.

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