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Futuro de Vettel na Ferrari depende de evolução no início de 2021

Alemão de 32 anos vem de três anos instáveis na Ferrari, alternando provas em que teve um ritmo forte com erros em manobras simples

Sebastian Vettel, da FerrariSebastian Vettel, da Ferrari - Foto: Dan Istitene / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / A

São vários os contratos de pilotos que acabam no final do ano que vem da Fórmula 1, mas nenhum dos nomes das grandes equipes vai começar a temporada 2020, em março, no GP da Austrália, mais pressionado do que Sebastian Vettel.

O alemão de 32 anos vem de três anos muito instáveis na Ferrari, alternando provas em que teve um ritmo forte com erros em manobras simples, sendo o último o que causou um acidente com o próprio companheiro, Charles Leclerc, no GP do Brasil.

Apesar dessa fase de altos e baixos já durar desde 2017, especialmente após a oitava etapa, no Azerbaijão, quando jogou o carro em cima de Lewis Hamilton, Vettel vinha mantendo certo prestígio na Ferrari até a chegada de Leclerc, no início deste ano.

Mesmo apenas em sua segunda temporada na Fórmula 1, o monegasco de 22 anos chegou na frente de Vettel no campeonato e, de quebra, foi o piloto com o maior número de poles na temporada. Enquanto isso, o tetracampeão seguiu cometendo erros não forçados, como quando estampou a traseira de Max Verstappen no GP da Grã-Bretanha ou rodou sozinho no GP da Itália.

Leclerc também cometeu seus erros, como na classificação no Azerbaijão e quando bateu sozinho no GP da Alemanha, mas, na avaliação ferrarista, isso pode ser explicado pela falta de experiência.

Do ponto de vista da equipe, a temporada 2020 é bastante propícia para escolher um possível substituto para Vettel. Tanto pilotos experientes, como Lewis Hamilton e Daniel Ricciardo, quanto jovens promissores, como Max Verstappen e Carlos Sainz, devem começar o ano sem contrato para 2021.

Por conta disso, a visão da Ferrari é de que Vettel só fica se mostrar uma evolução clara nas seis primeiras etapas, antes de quando geralmente se iniciam as negociações mais sérias, a partir do GP de Mônaco, em maio.

Foi justamente na tradicional etapa que a Scuderia deixou clara a Leclerc sua intenção de contar com seus serviços, embora o acordo em si só tenha sido fechado às vésperas do GP da Itália, em setembro.

Sobre quem poderia substituir Vettel, isso depende de como será a evolução de Leclerc no início do ano que vem.

Se o piloto demonstrar que pode liderar a equipe contra a Mercedes de Lewis Hamilton, campeão em cinco das últimas seis temporadas, ou contra a força emergente da Red Bull-Honda com Verstappen, a tendência é que a equipe busque alguém que possa trazer pontos para o mundial de construtores ao invés de bater de frente com o monegasco, que acredita ainda não estar no mesmo nível de Hamilton.

"Preciso chegar na consistência dele porque esse é o segredo", disse Leclerc à reportagem. "Ele quase não tem cometido erros e isso é algo que tenho que melhorar para o ano que vem."

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Caso os erros de 2019 se repitam, isso abre espaço para que as conversas iniciais que o time teve com Hamilton avancem. Verstappen, por sua vez, já declarou que não tem interesse na vaga, e as suspeitas que ele levantou sobre a legalidade do carro ferrarista também prejudicaram sua imagem em Maranello.

"Por que dar credibilidade para um moleque de 22 anos?", questionou nesta semana o CEO ferrarista, Louis Camilleri, que também negou qualquer tipo de interesse no holandês.
Não que isso não possa mudar, contudo. Fernando Alonso sempre foi carta fora do baralho enquanto Jean Todt esteve no comando da Ferrari, mas foi contratado logo depois que o francês saiu.

Falando no espanhol, que já deixou clara sua intenção de voltar ao grid da F-1 em 2021, um retorno à Ferrari é visto como praticamente impossível. Assim como Vettel, ele foi contratado a peso de ouro para fazer a Scuderia voltar a vencer títulos e passou cinco anos em branco, deixando poucos aliados após sua saída devido à fama de desagregador. A idade -Alonso faz 40 anos em 2021- também pesa contra o espanhol.

Entre os jovens pilotos, alguns nomes começam a figurar na órbita ferrarista são o espanhol da McLaren, Carlos Sainz, que vem de grande temporada.

Ricciardo tem estado na lista ferrarista já há algum tempo, ainda que ele tenha garantido à reportagem que não conversou mais com a Ferrari desde o GP de Mônaco de 2018 -quando o então presidente Sergio Marchionne fez a opção por Leclerc-, e outra "cria" do programa de desenvolvimento de pilotos ferrarista, assim como Leclerc, Antonio Giovinazzi, correria por fora.

As equipes da Fórmula 1 já estão se preparando para a temporada 2020, que começa dia 15 de março. A Ferrari anunciou que lança seu carro dia 11 de fevereiro, em Maranello. Já a ex-Toro Rosso e agora Alpha Tauri também já divulgou sua data de lançamento: 14 de fevereiro em Salzburg, na Áustria.

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