Gestão Edno/Diógenes repete feito que não ocorria há mais de 30 anos

A última vez em que o Náutico teve um presidente campeão estadual por dois anos consecutivos foi no biênio 1984-1985, com Josemir Rosa Correia Sobrinho

Edno Melo (E) e Diógenes Braga (D)Edno Melo (E) e Diógenes Braga (D) - Foto: Henrique Genecy/Folha de Pernambuco

Há pouco mais de dois anos, Edno Melo foi eleito presidente do Náutico, ao lado do seu vice, Diógenes Braga - ambos só assumiram a função oficialmente em janeiro de 2018. A lista de missões era grande. Recuperar a confiança do mercado no clube, feito possível apenas com uma política de austeridade financeira. Promover a tão sonhada volta aos Aflitos. Recolocar o clube nas divisões superiores do futebol brasileiro. E, obviamente, a conquista de títulos. Com a exceção dos acessos, os demais obstáculos foram superados pouco a pouco. Sobre o último, há um registro histórico importante. O bicampeonato estadual (2018-2019) fez com que a gestão repetisse um feito que não ocorria há mais de 30 anos.

A última vez em que o Náutico teve um presidente campeão estadual por dois anos consecutivos foi no biênio 1984-1985. O dono do cargo era Josemir Rosa Correia Sobrinho. O ex-mandatário assumiu por quatro vezes o Timbu. A primeira foi entre 1983 e 1985. Perdeu uma final histórica para o Santa Cruz no primeiro ano de mandato, mas deu o troco no Tricolor nos dois anos seguintes.

Josemir voltou ao posto mais três vezes: 1992-1993, 1995 e 1998-1999. Assim como Edno, ele também ocupou o cargo máximo do Executivo em um dos momentos mais delicados da história do Náutico. No seu último ano no Timbu, ele viu o clube disputar a Série C. A equipe não terminou entre as duas primeiras posições que asseguravam uma vaga na Série B, mas foi beneficiada com a ida do Fluminense da terceira para a primeira divisão, abrindo um espaço na Segundona para os pernambucanos.

O mandato de Edno se encerra no final do ano. Até o momento, além dos dois títulos estaduais, a gestão conseguiu organizar o clube administrativamente. Salários em dia no futebol, orçamento enxuto, reinauguração dos Aflitos, valorização da base e manutenção de planejamento mesmo nos momentos mais difíceis, como o que quase custou a demissão do técnico Márcio Goiano após início irregular na temporada. Para encerrar a passagem, os alvirrubros querem agora comemorar o retorno à Série B.

Mesmo com índice alto de aprovação da torcida, Edno Melo ainda evita falar de reeleição. Ainda assim, pelos feitos alcançados, é difícil imaginar uma mudança na presidência para o próximo biênio.

Eládio

Antes de Josemir e Edno, outro nome conquistou o bicampeonato estadual. Ninguém menos que Eládio de Barros Carvalho, presidente que tem seu nome eternizado nos Aflitos. O antigo mandatário foi tricampeão entre 1950-1952. Além disso, foi campeão em 1954 e 1963, ano em que foi iniciada a sequência que culminou no hexa estadual de 1968.

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