Goiano explica perfil como treinador e analisa Série C

Novo treinador do Náutico desembarca nesta segunda para assinar contrato até o final da Série C

Márcio Goiano chega nesta segunda ao RecifeMárcio Goiano chega nesta segunda ao Recife - Foto: Divulgação

Anunciado pelo Náutico para treinar o clube para o restante da Série C 2018, o técnico Márcio Goiano chega com a missão de tentar alcançar seu segundo acesso na carreira – o primeiro foi com o Figueirense, em 2010. Em entrevista à Folha de Pernambuco, o treinador explicou seu estilo de comando, suas preferências táticas e como o Timbu pode fazer para deixar a parte de baixo da tabela e ficar entre os quatro que se classificam à próxima fase da competição.

“Quando era jogador, eu era bem enérgico, mas como treinador você convive com muitos atletas e cada cabeça é diferente. Se eu tiver que ser mais agressivo, serei. Se precisar ser mais cauteloso, também posso ser. Os técnicos são gestores também. Procuro conversar com eles e lidar com cada um da melhor maneira”, afirmou.

Antes mesmo de chegar ao Recife, Goiano deve ganhar boas notícias. O lateral-direito Thiago Ennes e o zagueiro Breno Calixto, que estavam no banco de reservas na partida anterior perante a Juazeirense, devem ocupar novamente um espaço entre os titulares – ambos estavam se recuperando de lesão. Outra novidade seria a volta de Wallace Pernambucano, que estava suspenso no jogo passado.

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“Todo mundo fala muito de 4-1-4-1, que depois vira 4-3-3, mas na verdade o mais importante é ver as peças que teremos à disposição para ver as possibilidades de variação tática”, indicou. “Procurei me atualizar nesses últimos anos. Já fiz um curso na CBF e gosto de acompanhar jogos da Europa para ver como atuam lá fora”, declarou.

Pegando o Náutico na lanterna do Grupo A da Série C, com apenas quatro pontos, o treinador já traçou sua meta para conseguir levar o Timbu ao mata-mata da competição.

“Em 2014 eu iniciei a Série C com o Mogi Mirim. Vencemos cinco jogos e perdemos um antes da parada da Copa. Conheço a competição. Ano passando teve clube que ficou entre os quatro com 25 e outros que desceram com 20. A distância foi pequena. São 12 jogos que faltam e precisamos ganhar pelo menos sete”, frisou.

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