Goretzka admite Alemanha em baixa com a torcida na Copa: 'Queremos reconquistar a confiança'
Na visão de Goretzka, a Alemanha está abaixo da concorrência e fora da lista das favoritas. Mesmo assim, o meio-campista esbanja confiança de que o time pode ir longe
Um dos jogadores mais experientes da esquadra alemã, o meio-campista Goretzka, de 31 anos, está pronto para defender seu país na terceira Copa do Mundo seguida. Tetracampeã, a seleção chega à competição dos Estados Unidos, Canadá e México sob desconfiança pelas duas eliminações consecutivas na primeira fase (em 2018, na Rússia, com derrotas para México e Coreia do Sul e, em 2022, com revés diante do Japão) e crente em reconquistar seu torcedor.
A campeã de 2014 está no Grupo E, com estreia diante da frágil Curaçao, no domingo. Depois, ainda encara a Costa do Marfim (dia 20) e o Equador (25). Na visão de Goretzka, a Alemanha está abaixo da concorrência e fora da lista das favoritas. Mesmo assim, o meio-campista esbanja confiança de que o time pode ir longe.
"Na verdade, uma lembrança não nos pesa, mas é claro que sentimos no presente que a empolgação, a proximidade com os torcedores e talvez até o apoio deles já não são os mesmos. Perdemos um pouco disso e, naturalmente, queremos reconquistar essa confiança", disse Goretzka ao site oficial da Fifa.
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"Essa é, na verdade, a minha maior motivação pessoal, e é assim que toda a equipe se sente. Claro que podemos e devemos aprender com os erros. Mas também não nos ajuda a ficar falando e pensando demais nisso. Queremos simplesmente olhar para frente e aproveitar a oportunidade que temos agora. Sabemos que temos uma boa equipe", destacou, tentando deixar para trás as recentes eliminações.
O jogador do Bayern de Munique aproveitou para revelar qual o sentimento da Alemanha para nova Copa do Mundo, em clima bastante distinto de outras edições.
"A situação é um pouco diferente em relação aos torneios anteriores. Não tenho a sensação de que fazemos parte do grupo dos principais favoritos e precisamos ser honestos sobre isso", afirmou. "Ainda assim, existe, com razão, uma expectativa muito alta em relação a nós como um dos países grandes no futebol. Temos superastros na equipe e acreditamos que, se todos estivermos saudáveis e em boa forma, podemos fazer muita coisa e alcançar grandes resultados no torneio", mostrou confiança.
"Se conseguirmos evoluir como equipe também durante o torneio, então não haverá limites para nós. Mas não nos enxergo como os principais favoritos."
E revela a fórmula para o sucesso alemão. "Temos dentro de nós essa capacidade de levar força física para o campo. Essa qualidade é indispensável para nós como equipe, especialmente pela forma como queremos jogar futebol. Isso significa que o potencial existe, e precisamos apenas demonstrá-lo em todos os jogos", disse.
E foi além. "Nada é mais importante para uma equipe conseguir resultados positivos. Ao longo da minha carreira, percebi muitas vezes que o impacto dos resultados positivos é extremamente grande, inclusive sobre o espírito de equipe. É muito maior do que o contrário. Por isso foi muito importante termos vencidos o jogo contra a Suíça (4 a 3, em março) para ganhar também essa confiança. Podemos sair de situações difíceis dentro de uma partida e também temos qualidade individual para virar jogos assim."
Antes de encarar Curaçao, a Alemanha ganhou seus dois últimos amistosos, com 4 a 0 na Finlândia e 2 a 1 nos anfitriões Estados Unidos, em Chicago, no sábado, com gols de Havertz e Sane.

