Grafite revela lado diretor e visa parceria com franceses

Ídolo do clube, o camisa 23 é consultado pela diretoria e aproveita para aprender como funciona o trabalho interno

Grafite na coletiva de imprensaGrafite na coletiva de imprensa - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Ao deixar o Arruda no fim do ano passado, Grafite expôs o desejo de encerrar a carreira no Santa Cruz e virar diretor coral logo depois de aposentar-se. Apesar da vontade, o futuro do atacante está em aberto. Segundo ele, essa possibilidade dependerá da sua performance dentro de campo até o encerramento do Campeonato Brasileiro da Série B. Fora das quatro linhas, já começou a sentir e entender como funciona o trabalho de um dirigente. A experiência é tida como um “estágio”, mas há um limite.

Na coletiva de imprensa, o camisa 23 revelou que foi consultado pela cúpula tricolor sobre a situação do técnico Givanildo Oliveira, demitido após a derrota de virada para o CRB/AL por 2x1, no estádio do Arruda, no último sábado.

“É um trabalho, né? O lado negativo disso, às vezes, é porque ainda sou jogador e o que tem que ser destacado é meu trabalho em campo, mas sei do meu ‘peso’. Procuro sempre ajudar da melhor forma. Já passei por vários clubes e com a história que eu tenho posso contribuir, mas dentro de um limite. Chegaram até a me ligar para saber de Givanildo. É um trabalho normal. Já ajudei na última passagem e vou me adaptando. Quem sabe não é um passo para ser da diretoria do clube futuramente?”, contou.

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Aos 38 anos, o ídolo do clube coral rodou o mundo e conseguiu marcar seu nome na história do futebol brasileiro e mundial. A bagagem e o conhecimento de Grafite podem render frutos ao tricolor. Com o desejo de ganhar um cargo de dirigente, seu pensamento é firmar uma parceria com um investidor francês para fortalecer o clube internamente.

“Escutei essa conversa de Sheik (dos Emirados), de um alemão. Quando voltei pra cá, falei de um empresário francês que me acompanha e tem um projeto legal por lá. Eles procuram clubes de pequeno porte para revelar jogadores e conversamos para trazer alguns. Há o interesse de investir em alguns clubes do Brasil, mas fica mais difícil fazer isso no Santa Cruz por ser grande. Tem uma diretoria por trás e um lado político que não é fácil. Mas quem sabe, se as coisas se organizarem, não surge a possibilidade de aparecer um investidor no futuro?”, declarou.

PASSADO

Voz ativa entre a diretoria do Santa, o centroavante chegou a criticar o planejamento do clube para a disputa da Série A 2016. Também avisou que algumas pessoas de dentro da direção estavam trabalhando contra a gestão atual. Um dos líderes e principal nome do elenco coral, ele foi uma das pessoas mais solidárias com os funcionários, que não recebiam salários há seis meses. No ano passado, ajudou os trabalhadores com doações de cestas básicas e algumas vezes com dinheiro.

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