Esportes
Grandes clubes de olho em promessas da base do Santa Cruz
Meia Julio (sub-15) e volante João Vitor (sub-17) passarão por experiência nas divisões inferiores de Grêmio e Flamengo, respectivamente
Duas jovens promessas das categorias de base do Santa Cruz foram chamadas por grandes clubes do futebol brasileiro para um período de testes. O meia Julio, do Sub-15, e o volante João Vitor, do Sub-17, receberam uma proposta para serem observados por Grêmio e Flamengo, respectivamente. O primeiro deles está em Porto Alegre há 30 dias, sendo avaliado pelas divisões inferiores dos gaúchos. O outro espera o término do Estadual da categoria para viajar ao Rio de Janeiro.
Recifense, Julio tem 15 anos e iniciou a sua trajetória no futsal. Começou no CT Barão, aos oito anos, e depois foi para o Santa. Após ganhar destaque na quadra, ele subiu para o campo e se adaptou bem. O atleta ainda não assinou seu primeiro contrato profissional, mas tem um pré-acordo com a diretoria coral.
Natural de Bayeux, no estado da Paraíba, João Vitor atua tanto na quadra (Sub-20) como no campo (Sub-17) e está no Arruda desde o ano passado. Em 2016, o garoto, hoje com 16 anos, jogou no Sub-15 do Atlético/PR e a passagem durou um ano e três meses. Morador do Alto José Bonifácio, na Zona Norte do Recife, ele reside no Recife desde os três anos de idade. Aos nove, entrou na escolinha do CT Barão e pouco tempo depois disputou uma competição internacional na Espanha, em Madri. O volante tem um pré-contrato assinado com a Cobra Coral até 2021.
O curioso é que os dois atletas foram descobertos por Barão Xavier, técnico que fez história na base do Santa Cruz (16 anos no clube) e criou o seu próprio projeto há dez anos. Atualmente, o profissional está com 44 anos e virou o maior garimpeiro de joias do futebol pernambucano recentemente. Inclusive, ele fez uma parceria com o Tricolor para ceder os jogadores mais jovens que se destacam em sua escolinha.
Nos acordos mais recentes, o Santa busca negociar alguns talentos para as equipes do eixo sul-sudeste, mas garante um percentual de ao menos 30% dos direitos econômicos do atleta para lucrar numa venda futura, como fez com Raniel.
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