Grupo E: Brasil com gana e candidatas a coadjuvantes

Seleção Brasileira, comandada pelo técnico Tite, terá companhia de Suíça, Costa Rica e Sérvia

ShaqiriShaqiri - Foto: Daniel LEAL-OLIVAS / AFP

Quatro anos depois do maior vexame, a Seleção Brasileira, capitaneada por Neymar, busca a redenção na Rússia. O prestígio que por ora se diluiu foi recuperado a tal ponto de alçar a maior vencedora do Copa do Mundo à condição de favorita.  

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BRASIL

Canarinho com sangue nos olhos para fechar ferida

O 7x1 não foi fácil. Muito menos o caminho de reconstrução da Seleção Brasileira após ele. Veio Dunga, mas que logo se mostrou aquém do necessário. A solução estava no Corinthians. Sob o comando de Tite, a “Canarinho” cresceu e voltou a disputar o topo do ranking. Numa classificação que parecia comprometida, o Brasil embalou e conseguiu a vaga para a Rússia em primeiro nas Eliminatórias Sul-Americanas. E com propriedade. Agora, a missão é criar novas lembranças boas, assim como em 1958, quando o País venceu em solo europeu.

No comando dentro das quatro linhas, o atacante Neymar, que, pelo segundo Mundial seguido chega para ser o grande líder técnico do Brasil. Mas caso o craque brasileiro não consiga corresponder às expectativas, a jovem geração pode fazer o trabalho: Philippe Coutinho e Gabriel Jesus aparecem como coadjuvantes, mas que devem fazer uma grande diferença em sua primeira Copa do Mundo.

- Participações em Copas: 21 (1930, 1934, 1938, 1950, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018)

Ranking na Fifa: 2º

Melhor resultado: Campeão (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002)

Craque: Neymar (Paris Saint-Germain/FRA)

Técnico: Tite

Time-base: Alisson; Danilo, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Fernandinho, Paulinho e Renato Augusto; Neymar, Philippe Coutinho e Gabriel Jesus.

SUÍÇA

Missão é sair da posição de coadjuvante

A Suíça deu trabalho no Mundial de 2014. Avançou até as oitavas, onde caiu, na prorrogação, para a Argentina. A missão em 2018 da tradicional seleção é dar um passo a mais e sair da posição de mera coadjuvante, sem abandonar as suas características. Apesar do sofrimento para chegar ao Mundial de 2018 - passou apenas na repescagem contra a Irlanda do Norte -, o time comandado por Vladimir Petkovic é promissor e tem boas peças. No meio-campo, o habilidoso Xherdan Shaqiri - autor de três gols em 2014 -, é a grande estrela. Jogando no Stoke City, ele não está em tão boa fase como há quatro anos, mas, aos 26 anos de idade, ainda é o líder técnico do time. Além dele, nomes mais novos como o do atacante do Schalke 04, Breel Embolo, aparecem como alternativas da nova geração. Na defesa, Lichtsteiner, peça fundamental da Juventus, aparece como peça experiente.

- Participações em Copas: 11 (1934, 1938, 1950, 1954, 1962, 1966, 1994, 2006, 2010, 2014 e 2018)

Ranking na Fifa: 6º

Melhor resultado: Quartas de final (1934, 1938 e 1954)

Craque: Xherdan Shaqiri (Stoke City/ING)

Técnico: Vladimir Petkovic

Time-base: Sommer; Lichtsteiner, Schär, Akanji e Ricardo Rodríguez; Zakaria, Xhaka, Shaqiri, Dzemailli e Zuber; Embolo.

COSTA RICA

Los Ticos sonham em repetir sucesso de 2014

A participação no Brasil em 2014 foi inesquecível. Chegar até as quartas de final foi um resultado histórico para “Los Ticos”. A missão, em 2018, é repetir o sucesso com basicamente a mesma geração que caiu diante da Holanda quatro anos atrás. Nas Eliminatórias, ficaram em segundo no hexagonal da Concacaf, conseguindo inclusive uma vitória contra os Estados Unidos fora de casa. Mesmo com mudanças no comando técnico, assumindo Óscar Ramírez, a seleção costarriquenha ainda possui bons pilares, precisamente no setor ofensivo. Bryan Ruiz, do Sporting, é a grande estrela do time. Além dele, há um velho conhecido da torcida do Sport: Rodney Wallace, que atualmente joga no New York City, dos Estados Unidos. Outro reforço em relação a 2014 é o lateral-esquerdo Brian Oviedo, que perdeu aquele Mundial por lesão.

- Participações em Copas: 5 (1990, 2002, 2006, 2014 e 2018)

Ranking na Fifa: 25º

Melhor resultado: Quartas de final (2014)

Craque: Bryan Ruiz (Sporting/POR)

Técnico: Óscar Ramírez

Time-base: Navas; Gamboa, Acosta, González, Duarte e Oviedo; Bryan Ruiz, Borges, Guzmán e Rodney Wallace; Ureña.

SÉRVIA

Classificação para as oitavas na mira

A herdeira da Iugoslávia volta a um Mundial depois de ficar de fora em 2014. Nas Eliminatórias, a Sérvia ficou em primeiro no grupo com Irlanda e País de Gales, um ano após estar ausente na Eurocopa da França. Com um time que mescla a experiência no setor defensivo e jovens valores no ataque, o técnico Mladen Krstajic estará com a missão de “roubar” o segundo lugar na disputa com a Suíça, tendo o Brasil como favorito no grupo. Para isso, terá de confiar em um sistema defensivo sólido, que tem como principais nomes o zagueiro Branislav Ivanovic, capitão do time, e o lateral-esquerdo Anton Kolarov. Mais na frente, nomes promissores como o de Dusan Tadic e Adem Ljajic orquestram o meio-campo de muita habilidade. As Águias Brancas, como é conhecida, se inspira na sua última vitória em Copas (1x0 sobre a Alemanha, em 2010) para fazer bonito na Rússia.

- Participações em Copas: 12 (1930, 1950, 1954, 1958, 1962, 1974, 1982, 1990, 1998, 2006, 2010 e 2018)

Ranking na Fifa: 35º

Melhor resultado: Quarto lugar (1930 e 1962)

Craque: Branislav Ivanovic (Chelsea/ING)

Técnico: Mladen Krstajic

Time-base: Stojkovic; Rukavina, Ivanovic, Nastasic, Kolarov; Milivojevic, Matic, Tadic, Ljajic e Kostic; Mitrovic.

 

 

 

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