Grupo F: Alemanha parte como favorita em grupo modesto

Alemanha, atual campeã mundial, terá como adversários no Grupo F Suécia, México e Coreia do Sul, todos adversários do segundo escalão no futebol

Javier "Chicharito" Hernández é a esperança de gols mexicanaJavier "Chicharito" Hernández é a esperança de gols mexicana - Foto: México/Divulgação

GRUPO F
ALEMANHA
Potência renovada para afastar "maldição"

Alguns dos heróis da conquista de 2014 já não vestem mais a camisa da seleção. Lahm, Schweinsteiger e Miroslav Klose se aposentaram. Entretanto, a espinha dorsal que ficou continua mantendo o time na ponta do ranking da Fifa. Nas Eliminatórias, foram dez vitórias em dez jogos e classificação antecipada para o Mundial. Além disso, o momento é de passagem de bastão. 

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Ainda sob o comando de Joachim Löw, nomes como os dos craques Toni Kroos e Julian Draxler estarão lado a lado de outros como o do volante Leon Goretzka e do meia Leroy Sané. Mas no ataque é que está a grande dúvida. Quem será o responsável por substituir o lendário Klose? A missão deverá caber a Timo Werner, de 22 anos. O atacante do RB Leipzig foi um dos destaques no título da Copa das Confederações de 2017. O torneio, inclusive, traz uma “maldição” que a “Nationalelf” tentará quebrar: nunca um vencedor da competição acabou ganhando o Mundial no ano seguinte. 

- Participações em Copas: 15 (1930, 1934, 1938, 1954, 1958, 1966, 1978, 1982, 1986, 1998, 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018)
Ranking na Fifa: 1º
Melhor resultado: Campeão (1954, 1974, 1990 e 2014)
Craque: Toni Kroos (Real Madrid/ESP)
Técnico: Joachim Löw
Time-base: Neuer; Kimmich, Rüdiger, Hummels e Hector; Khedira, Kroos, Draxler, Özil e Müller; Timo Werner.

MÉXICO
Base mantida e ponteiros ajustados na "Tri"

Sem grandes problemas no meio do caminho, a seleção mexicana parece ter se acertado de 2014 para cá. Apesar da frustrante eliminação para a Holanda na Copa, em uma partida polêmica, o México fez uma boa campanha. Nas Eliminatórias, sobrou no hexagonal final, terminando na incontestável liderança tendo apenas uma derrota (justamente a que eliminou os Estados Unidos). 

No elenco, a base é praticamente a mesma de quatro anos atrás, tendo novamente como estrela o atacante Javier “Chicharito” Hernandez. O grande diferencial em relação ao time que esteve no Brasil é o atacante Carlos Vela, que resolveu antigas rusgas com a Federação Mexicana. 

No comando está Juan Carlos Osorio, velho conhecido da torcida do São Paulo, que assumiu o time em 2015 e tem obtido bons resultados desde então. Como diferencial, o estilo de “rotação” do técnico, que mostrou variação tática e de peças nos últimos amistosos. Podemos ver a “Tri” com um 4-3-3 ou até com três zagueiros no Mundial. 

- Participações em Copas: 16 (1930, 1950, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1978, 1986, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018)
Ranking na Fifa: 15º
Melhor resultado: Quartas de final (1970 e 1986)
Craque: Javier Hernandez (West Ham United/ING)
Técnico: Juan Carlos Osorio
Time-base: Ochoa; Salcedo, Araújo, Héctor Moreno e Layún; Guardado, Reyes e Héctor Herrera; Lozano, Vela e Chicharito..

SUÉCIA
Ressurgimento nórdico,
agora "emancipado"

Esqueça Zlatan Ibrahimovic. Uma Suécia renovada e emancipada é quem dará as cartas na Copa do Mundo da Rússia. Após a aposentadoria do ídolo local, o time surpreendeu e conseguiu uma classificação derrubando gigantes. De início, encarou um grupo que tinha Holanda e França, e deixou os holandeses de fora, com os franceses confirmando a primeira posição. Na repescagem, despachou a favorita Itália vencendo em casa por 1x0 e segurando o resultado de 0x0 na volta, em Milão. 

Todo este sucesso aponta para o jovem elenco comandado por Janne Andersson. Sem Ibra, a grande estrela passa a ser um jovem craque do futebol alemão: Emil Forsberg, que se destacou juntamente com a ascensão de seu time, o RB Leipzig. No setor defensivo, os holofotes estão sobre Victor Lindelöf, jogador do Manchester United. Já no ataque, a tarefa de fazer gols está nos pés dos experientes Marcus Berg (31 anos) e Ola Toivonen (31 anos). 

- Participações em Copas: 12 (1934, 1938, 1950, 1958, 1970, 1974, 1978, 1990, 1994, 2002, 2006 e 2018)
Ranking na Fifa: 23º
Melhor resultado: Vice-campeão (1958)
Craque: Emil Forsberg (RB Leipzig/ALE)
Técnico: Janne Andersson
Time-base: Nordfeldt; Lustig, Lindelöf, Granqvist e Martin Olsson; Claesson, Svensson, Larsson e Forsberg; Toivonen e Berg.

COREIA DO SUL
Tigra Asiático chega à Rússia com força em xeque

A seleção semifinalista de 2002 já não tem o mesmo brilho de antes. Nem se pensarmos no continente asiático. A Coreia do Sul penou para conseguir se classificar para o Mundial da Rússia. A classificação veio apenas na última rodada, quando a Síria, concorrente direta, empatou com o Irã. Com isso, os sul-coreanos conseguiram a vaga direta. Porém, a troca de treinador durante as Eliminatórias (o alemão Uli Stelike deu lugar a Shin Tae-yong) e problemas na liga nacional colocam em xeque a força dos Tigres Asiáticos. A esperança de voltar a passar de fase depois de oito anos fica nos pés de um craque da Premier League. Apesar de não ter grandes holofotes, Son Heung-Min, de 25 anos, é peça fundamental no Tottenham, onde fez 18 gols em 49 jogos na temporada.

- Participações em Copas: 10 (1954, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018)
Ranking na Fifa: 61º
Melhor resultado: 4º lugar (2002)
Craque: Son Heung-Min (Tottenham Hotspurs/ING)
Técnico: Shin Tae-yong
Time-base: Kim Seung-Gyu; Lee Yong, Hong Jeong-Ho, Jang Hyun-Soo, Kim Min-Jae; Kwon Chang-Hoon, Jung Woo-Young, Ki Sung-Yueng e Lee Jae-Sung; Son Heung-Min.

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