Grupo H: Polônia, Senegal, Colômbia, Japão

O Grupo H não conta com campeões mundiais, tampouco com seleções que costuma ir longe em Copas do Mundo

Um dos matadores mais letais do mundo, Lewandowski é a estrela maior da PolôniaUm dos matadores mais letais do mundo, Lewandowski é a estrela maior da Polônia - Foto: Divulgação

Esse grupo oferece tradição e potenciais surpresas. Como debutante em Mundiais, em 2002, Senegal deixou França e Uruguai para trás. Agora, tem a Polônia, dona de dois terceiros lugares em Copas, a talentosa Colômbia, e a seleção japonesa, que virou assídua frequentadora da competição desde 1998.

POLÔNIA
Candidata a líder do grupo

De volta ao Mundial depois de 12 anos, a Polônia aposta no trabalho de longo prazo do técnico Adam Nawalka. No cargo desde 2013, o treinador foi eliminado com os poloneses nas oitavas de final da Euro em 2016 sem perder nenhum jogo. A seleção vem de uma campanha sólida nas eliminatórias europeias. Tem como única preocupação o sistema defensivo, que apresenta muita instabilidade. Com um meio-campo consistente e com Lewandowski como referência no ataque, é forte candidata, junto com a Colômbia, a terminar a fase de grupos na liderança. Apesar do favoritismo à avançar de fase, dificilmente deve repetir a façanha de 1974 e 1982, quando ficou em 3º lugar.

Participações em Copas: 8 (1938, 1974, 1978, 1982, 1986, 2002, 2006 e 2018)
Ranking na Fifa: 10º
Melhor resultado: terceiro lugar (1974 e 1982)
Craque: Robert Lewandowski (Bayern de Munique-ALE)
Técnico: Adam Nawalka
Time-base: Szczesny; Piszczek, Glik, Pazdan e Rybus; Krychowiak e Linetty; Blaszczykowski, Zielinski e Grosicki; Lewandowski.

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SENEGAL

Em busca de novos feitos

É apenas a segunda vez da seleção do continente africano em uma Copa do Mundo. Na primeira, em 2002, chegou às quartas de final, depois de deixar para trás na fase de grupos seleções como Uruguai e França (atual campeã do Mundo à época), além da Suécia nas oitavas. Conseguiu sua classificação para o Mundial da Rússia de forma invicta, e tem em Sadio Manè, a principal esperança de repetir o feito realizado na Copa da Coreia e do Japão. Contratado pelo Liverpool junto ao Southampton, em 2016, por cerca de 152 milhões de reais, o senegalez forma um dos melhores trios de ataque da atualidade, ao lado de Firmino e Salah, na equipe inglesa.

- Participações em Copas: 2 (2002 e 2018)
Ranking na Fifa: 28º
Melhor resultado: Quartas de final (2002)
Craque: Sadio Manè (Liverpool-ING)
Técnico: Aliou Cissé
Time-base: N’Diaye; Koulibaly, Mbodji, Mbengue e Wagué; Kouyaté, Ndiaye, Gueye e Diafra Sakho; Sadio Mané e Keita Baldé.

COLÔMBIA

A quarta força sul-americana

Quarta colocada nas eliminatórias sul-americanas, a Colômbia, assim como a Polônia, sofre com o sistema defensivo, apesar de ter sob à meta o bom goleiro Ospina. Do meio pra frente, uma equipe com bastante opções para resolver os jogos. O quarteto formado por James Rodríguez, Juan Cuadrado, Carlos Bacca e Falcao Garcia promete infernizar os adversários do Grupo H. Em 2014, os colombianos foram eliminados nas quartas pelo Brasil, depois de chegarem com 100% de aproveitamento na fase mata-mata. Repetir o feito, ou chegar à uma semifinal em campos russos, seria um feito histórico para a equipe comandada por José Pékerman.

- Participações em Copas: 6 (1962, 1990, 1994, 1998, 2014 e 2018)
Ranking na Fifa: 16º
Melhor resultado: Quartas de final (2014)
Craque: James Rodríguez (Bayern de Munique-ALE)
Técnico: José Pékerman
Time-base: Ospina; Santiago Arias, Murillo, Sánchez e Fabra; Carlos Sánchez, Aguillar, Cuadrado e James Rodriguez; Falcao e Téo Guttiérrez

Campanha nas eliminatórias: 18 jogos, 7 vitórias, 6 empates, 5 derrotas, 21 gols pró, 19 gols contra

JAPÃO

O desafio de vencer os próprios limites

Os samurais se classificaram até com certa facilidade. Em 18 jogos nas eliminatórias asiáticas, venceram 13, empataram três e perderam apenas duas partidas. Mas, apesar de toda organização tática, ainda não conseguiram dar um salto de qualidade para ir longe na Rússia. Talvez, chegar às oitavas deve ser o limite dos japoneses, que têm como craque Shinji Kagawa. Um dos destaques do Borussia Dortmund-ALE, o atleta de 29 anos tem a responsabilidade de ser o criador da equipe, tal como fez na Copa realizada no Brasil, em 2014. A dificuldade é que o restante da equipe ainda está longe do nível de Kagawa em termos técnicos. O selecionado disputa sua sexta Copa consecutiva.

- Participações em Copas: 6 (1998, 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018)
Ranking na Fifa: 60º
Melhor resultado: Oitavas de final (2002 e 2010)
Craque: Shinji Kagawa (Borussia Dortmund-ALE)
Técnico: Akira Nishino
Time-base: Kawashima; Sakai, Hasebe, Yoshida e Nakamoto; Gen Shoji, Yamaguchi Ideguchi, Asano e Kagawa; Osako e Honda

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