Paralímpiada

Guerra na Ucrânia: Atletas paralímpicos fazem protesto e pedem paz em Pequim

Emocionada, equipe ucraniana exibiu faixa e realizou um momento de silêncio durante Olimpíada de Inverno

Atletas ucranianos realizam protestos nas Paralimpíadas de InvernoAtletas ucranianos realizam protestos nas Paralimpíadas de Inverno - Foto: THOMAS LOVELOCK / OIS/IOC / AFP

Os atletas paralímpicos ucranianos que participam da Olimpíada de Inverno organizaram um protesto nesta quinta-feira na vila dos atletas, em Pequim. Emocionado, o grupo exibiu uma bandeira pedindo "paz para todos" duas semanas após o país ser invadido por tropas russas. Um momento de silêncio foi realizado em frente a fileiras de bandeiras das 46 nações e territórios que disputam os Jogos na capital chinesa.

Ao todo, 30 atletas e funcionários da equipe participaram do ato. Mulheres usaram guirlandas de girassóis e fitas azuis e amarelas — as cores da Ucrânia — em seus cabelos. Grygorii Vovchynskyi exibia no peito as medalhas de ouro, prata e bronze que conquistou nesta semana e chorou durante o protesto.

— Eu amo a Ucrânia. Estão bombardeando nossas crianças e mulheres, não posso acreditar. Isso deve ser interrompido agora.—  disse à AFP o biatleta de cross-country, condenando o ataque aéreo a um hospital infantil e maternidade em Mariupol, que matou pelo menos três pessoas, incluindo uma criança.

O técnico Andriy Nesterenko, que vive na cidade de Kharkiv, alvo de fortes bombardeios nos últimos dias, disse que será impossível que ele e outros membros da equipe voltem para casa.

— Acho que os soldados e o exército russos não são humanos. São animais. Precisamos parar a guerra.

Os atletas da Ucrânia em Pequim se destacaram e lideraram o quadro de medalhas da competição. A destruição de sua terra natal, porém, mudou os planos de alguns competidores. Liudmyla Liashenko ganhou medalhas de prata e bronze no biatlo, mas desistiu de sua corrida de esqui cross-country após saber que sua casa em Kharkiv foi destruída. Anastasiia Laletina também não participou de sua corrida de biatlo ao saber que seu pai havia sido feito prisioneiro por soldados russos. Atletas da Rússia e da Bielorrússia foram impedidos de participar dos Jogos por conta do ataque militar de Moscou.

O presidente do Comitê Paralímpico da Ucrânia, Valeriy Sushkevych, que caracterizou a chegada da equipe a Pequim como "um milagre" na semana passada, pediu hoje que o mundo que não dê as costas ao país.

— Se você é civilizado, deve parar a guerra — disse.

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