Guga aposta em Nadal para o Roland Garros 2019

Roger Federer voltará a disputar o Grand Slam depois de três anos fora, e poderá enfrentar o espanhol na semifinal

Rafael NadalRafael Nadal - Foto: Mike Stobe / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP

Gustavo Kuerten fez sua última campanha de alto nível em Roland Garros há 15 anos, quando bateu Roger Federer e foi até as quartas de final. Era o último ano antes do domínio de Rafael Nadal. Desde então, foram 11 títulos do espanhol e a conta deve aumentar na previsão do catarinense.

Depois de derrotas inesperadas no saibro diante do italiano Fabio Fognini, em Monte Carlo, o austríaco Dominic Thiem, em Barcelona, e o grego Stefanos Tsitsipas, em Madri, Nadal levantou seu primeiro troféu da temporada no Masters 1000 de Roma, com direito a um pneu na final contra Novak Djokovic. A boa campanha na reta final da preparação e o histórico pesam a favor do atual número dois do mundo, quando Guga tem de apontar quem leva o título.

"Se tiver que escolher um só favorito, ainda pego o Nadal. É fácil de entender os motivos. Lá dentro, enquanto não perder, ele sempre será favorito. E daqui 10 e 15 anos, continua sendo da mesma forma", justifica Guga.

O tricampeão de Roland Garros - com troféus conquistados em 1997, 2000 e 2001- vê a diferença diminuindo nos últimos anos e afirma que já não dá para ser tão enfático na hora de apontar, como em tantas outras oportunidades, que Nadal é dominante no saibro. "É que antes não tinha conversa. 'Quem vai ganhar? Nadal!' Teve um ano em que o Djokovic foi considerado ali no mesmo nível, se não, era só Rafa o tempo inteiro", completa Guga, que põe o sérvio logo atrás na briga.

Depois de três anos ausente, o suíço Roger Federer retorna ao saibro de Roland Garros nesta que pode ser uma de suas últimas aparições em quadra no torneio, no qual foi campeão em 2009. Considerado por muitos o melhor jogador da história, ele caiu diante de Guga em 2004 e cinco vezes contra Nadal, a última delas em 2011.

"Para Federer é muito mais difícil vencer em Roland Garros do que qualquer outro Grand Slam, porque sempre foi assim. A cada ano ele tem que ser muito rápido, preciso, 1h30 entra e sai de cada partida, para praticamente não ter desgaste e avançar com facilidade. É muito improvável. Só que a gente está falando de Roger Federer e improvável é rotina para o cara, não dá para descartar", afirma Guga.

O retorno de Federer a Paris remete Guga à vitória de 2004, quando o adversário era o favorito e tinha uma chave favorável em busca do título. Naquele ano, o brasileiro vinha de sua primeira cirurgia no quadril e ainda assim venceu em sua última grande atuação em sets diretos, com triplo 6/4.

"Tenho em especial essa lembrança de conseguir superar um desafio imenso, um dos maiores que eu tive na minha carreira. Porque minha condição era bem limitada na época e o Federer era 10 vezes melhor, mais bem preparado. O último grande gostinho foi esse brilhantismo da vitória contra o suíço. Teve uma derrapada nas quartas de final, mas nem sempre vai bater todas e nesse caso, para mim foi até 2004. Definitivamente, a partir dali, nunca mais teve um momento de empolgação em nenhum outro Grand Slam", lembra Guga, que parou no argentino David Nalbandian naquele ano.

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