Gustavo Ventura se afasta da presidência do Náutico

Ivan Pinto da Rocha assumirá temporariamente a função no Executivo do Timbu

Ventura (dir) ficou menos de dois meses no cargoVentura (dir) ficou menos de dois meses no cargo - Foto: Náutico/Divulgação

Pela segunda vez no ano, o Náutico trocará de presidente. Na manhã desta quarta (25), a assessoria de comunicação do clube informou que o então mandatário provisório do Executivo, Gustavo Ventura, pediu licença do cargo por conta de compromissos profissionas. Sendo assim, a presidência do Timbu ficará com o advogado Ivan Pinto da Rocha, que estava anteriormente à frente do Conselho Deliberativo – órgão que, com a mudança, voltará a ser presidido por Ventura. Com a alteração, o Alvirrubro terá seu quarto chefe do executivo em apenas dois anos.

Para entender o ciclo de mudanças no clube é preciso voltar ao ano de 2016. Eleito presidente do Náutico para o biênio 2016/2017, Marcos Freitas ficou menos de um semestre no cargo. Por conta de problemas de saúde, o então mandatário deixou a função e repassou a missão de comandar o Executivo para seu vice, Ivan Brondi.

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O ex-jogador alvirrubro da campanha do hexacampeonato de 1968 assumiu oficialmente o posto em dezembro do ano passado. Ele conviveu com fortes cobranças por conta dos desempenhos ruins no Campeonato Pernambucano, na Copa do Nordeste e na Série B. A pressão foi tanta que o Conselho Deliberativo aprovou uma antecipação das eleições para o biênio 2018/2019. A situação, que lançaria uma chapa para concorrer ao pleito, desistiu da disputa. Sendo assim, a única chapa inscrita e vitoriosa foi a “Resgate Alvirrubro”, de Edno Melo (presidente) e Diógenes Braga (vice). A dupla venceu e, na teoria, faria parte apenas de um processo de transição, com Brondi permanecendo no cargo até o final do ano. Mas uma nova reviravolta aconteceu.

No dia 29 de agosto, Brondi informou que também estava se afastando do cargo. De acordo com o Estatuto, com a renúncia do presidente e do vice-presidente executivo, assume o presidente do Conselho Deliberativo. Neste caso, coube a Gustavo Ventura a cadeira da presidência. O “mandato” era temporário, até o final do ano, enquanto Edno não era empossado oficialmente. Mas o período foi ainda mais curto: menos de dois meses.

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