Haja mudança de planejamento no Santa na temporada

Trocas de comando e entradas e saídas de atletas: resultado é série de tropeços seguidos e ameaça da degola

Diretoria do Santa Cruz Diretoria do Santa Cruz  - Foto: Santa Cruz/Rodrigo Baltar

O Santa Cruz comprometeu o seu planejamento da temporada 2017. O mais complicado foi ter começado o ano do zero. Contratou o técnico Vinícius Eutrópio, que recebeu carta branca da diretoria para remontar o elenco. Indicou vários jogadores, mas o pensamento de recomeço caiu por água abaixo com as três eliminações no primeiro semestre: Campeonato Pernambucano (semifinal), Copa do Nordeste (semifinal) e Copa do Brasil (oitavas de final). Já pressionado pelas frustrações, voltou a acumular tropeços na Série B, sendo demitido no dia 10 de julho, na 6ª rodada.

Só na era Eutrópio, que durou seis meses e teve um aproveitamento de 57,29% (16 vitórias, sete empates e nove derrotas), foram contratados 27 reforços. Em seguida, veio Givanildo Oliveira. O histórico de acessos - cinco na carreira - e a experiência do profissional deram um novo alento no Arruda. A mudança no comando e as cinco contratações não surtiram efeito. Sequer apresentou evolução e foi parar na zona de rebaixamento.

O segundo treinador no ano só passou quase dois meses no Tricolor, deixando o cargo com apenas duas vitórias, três empates e seis derrotas - rendimento de 27,27%. A série negativa de sete jogos sem vencer e as seis derrotas seguidas custaram o seu emprego, dando por encerrada a sexta passagem. Ou seja, outro insucesso na gestão do clube.

A possível última cartada da direção coral para livrar o time da Série C é outra conhecida da torcida: Marcelo Martelotte. Assim como Givanildo, ele tem uma forte identificação com o Santa pelas passagens vitoriosas que teve no clube. Em 2013, foi tricampeão pernambucano. Dois anos depois, tirou a equipe do Z4 e arrancou até o acesso à Série A, recolocando a Cobra Coral na elite dez anos depois com um vice-campeonato. Antes disso, quando era goleiro, tinha sido campeão estadual em 1993 e conseguiu uma ascensão para a Primeira Divisão em 1999.

O desafio da sua quinta passagem nas Repúblicas Independentes do Arruda, a terceira como técnico, é evitar o rebaixamento. Já ciente do momento de aperto, ele comentou a respeito das mudanças constantes no comando e no grupo. No ano passado, inclusive, foram três treinadores durante a temporada - o próprio Martelotte, Milton Mendes e Doriva, respectivamente -, que terminou com a queda à Série B.

“Essas alterações passam muito pela situação do clube. Lógico que se o time estivesse em uma situação melhor de tabela, alguns jogadores não teriam sido contratados e nem os técnicos mudados. O objetivo sempre é ter um planejamento e levá-lo até o final do ano”, declarou.

Mesmo com um alto número de contratações, reforços ainda são necessários para a sequência do segundo turno. É notório que existem carências no elenco, mas o novo treinador vai fazer uma análise criteriosa antes de pedir as peças. Além disso, alguns jogadores podem ser liberados - até agora saíram dez -, mas as duas situações passam por uma avaliação da diretoria coral, que segue trabalhando em sigilo e com cautela. O prazo para inscrever atletas é até 18 de setembro.

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