Hélio cita gastos com seguranças por conta de cobranças com a torcida
Treinador lamentou protesto ocorrido na semana passada, no CT do Náutico, atribuindo situação ao financiamento de críticos para organizada do Timbu promover manifestação
O técnico Hélio dos Anjos voltou a criticar a manifestação que ocorreu na semana passada no Centro de Treinamento Wilson Campos. Segundo o profissional, o protesto foi financiado por críticos e, por conta de um possível comportamento agressivo de membros de uma uniformizada, ele optou por contratar seguranças particulares.
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“Tenho uma consideração grande por Bruno (Becker, presidente do clube). Eu sabia que em todos os momentos sem resultado, tudo isso (pressão) aconteceria. Cobrança em demasia, financiamento de torcida organizada para me atacar….Queria que os covardes que financiaram esse grupo viessem para um embate comigo. Embate de trabalho, de questionamento”, iniciou.
No protesto, alguns jogadores foram abordados por membros de uma organizada do clube na saída do CT, escutando críticas. Hélio também foi parado, mas destacou que o “modus operandi” foi diferente.
“Estou gastando mais de R$ 12 mil com seguranças. Ninguém vai bater na minha cara. Não vou abrir o vidro do carro para um marginal botar o dedo na minha cara. Uns quatro apareceram na minha cara. Pergunte o que aconteceu? A sorte deles é que a polícia chegou”, declarou.
Hélio também ressaltou a boa relação com o presidente do Náutico, Bruno Becker, e em como isso foi fundamental para sua permanência no clube.
“Não tem um treinador no futebol brasileiro que fez o que eu fiz na eleição (apoiar publicamente um candidato). Não tem. Já fiz isso somente uma vez, no Goiás, em 2008, porque eu tinha lá um dirigente que era minha paixão como homem, pai e amigo. Nos momentos mais difíceis da minha vida, ele esteve do meu lado. Minha mãe ficou 11 dias na UTI em Belo Horizonte e ele deixou um avião comigo para eu ver minha mãe todos os dias e ir trabalhar”, indicou.
“Tenho um bom salário aqui do Náutico, bom contrato, mas já tive quem pagasse a multa para eu sair do clube, mas não saí. Já tive clube que ofereceu mais e eu não quis ir por conta do compromisso com Bruno e a instituição”, concluiu.

